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domingo, setembro 27, 2009

265 - INTERVENÇÃO DE ARTES PLÁSTICAS numa obra de Nuno Teotónio Pereira e António Pinto de Freitas - Infohabitar 265

Infohabitar, Ano V, n.º 265
INTERVENÇÃO DE ARTES PLÁSTICAS
NUMA OBRA DE NUNO TEOTÓNIO PEREIRA E ANTÓNIO PINTO DE FREITAS

artigo de Maria Tavares

Publica-se esta semana um excelente artigo de Maria Tavares sobre uma temática global que tem a ver com a relação estreita que existiu e que sempre deveria existir entre a Arquitectura e as outras artes; uma relação ainda mais crucial quando, tal como aqui acontece, se estabelece entre a Arquitectura da habitação de interesse social e as outras artes. Considera-se ser este um daqueles artigos realmente a não perder.

Maria Tavares é arquitecta, mestre em Arquitectura da Habitação pela FAUTL, frequenta actualmente um Programa de Doutoramento em Arquitectura na FAUP. é Assistente da Unidade Curricular de Projecto III (5º ano), na Faculdade de Arquitectura e Artes da Universidade Lusíada de V. N. Famalicão.

O presente ensaio, foi desenvolvido no âmbito do Programa de Doutoramento em Arquitectura da FAUP (2008/2009), para a Unidade Curricular “Cultura Artística Contemporânea: temas e questões”.

A edição do Infohabitar


Fig.1: Arte Pública
INTERVENÇÃO DE ARTES PLÁSTICAS
NUMA OBRA DE NUNO TEOTÓNIO PEREIRA E ANTÓNIO PINTO DE FREITAS
artigo de Maria Tavares


O presente ensaio propõe reflectir sobre a função social da arte, tendo como objecto de estudo, uma intervenção de Maria Keil numa obra de Nuno Teotónio Pereira e António Pinto de Freitas.
Num contexto de produção dos anos 50, época de encruzilhada e de reflexão sobre os valores do contexto e do próprio programa do habitar, temos como cenário de intervenção o bairro dos Olivais-Norte em Lisboa e todo um laboratório de experiências ao serviço do utente.



CONTEXTO


Fig.2: O BAIRRO, Olivais Norte, Lisboa

Olivais-Norte, Lisboa, 1957. O plano do bairro, estruturado pelo Gabinete Técnico da Habitação, previa a instalação de 8000 habitantes em 40ha de experiências formais e tipológicas, valorizando a adopção de novos princípios urbanos. Princípios verdadeiramente modernos, com referências formais assentes na Carta de Atenas e nas Unidades de Vizinhança, contrariando assim as propostas urbanas que recuperam a estrutura da cidade, fazendo desaparecer a tradicional rua de construções alinhadas. Este laboratório tipológico, é enriquecido pela variedade das abordagens dos autores, mas centradas em apenas duas tipologias base, a banda e a torre.


Fig.3: OS EDIFÍCIOS, 6 bandas de 4 edifícios, Nuno Teotónio pereira e António Pinto de Freitas

Interessa-nos aqui avaliar um conjunto de 4 edifícios que compõem uma banda, projectados por Nuno Teotónio Pereira e António Pinto de Freitas. O conjunto, repete-se 6 vezes ao longo do bairro e representa um novo propósito na procura de soluções tipológicas em programas de habitação de âmbito social… uma procura detalhada das necessidades humanas, discussão muito apropriada à década em causa e, também da pesquisa em torno do programas e das novas estruturas formais. Reforça-se a ideia do laboratório experimental, em torno da função social da arquitectura.


Fig.4: O DISPOSITIVO, 4 dispositivos exteriores, de sociabilização e convívio

O programa das habitações, inevitavelmente pouco extenso, pelas condições económicas que o determinam, previa espaços para arrumos individuais. O que poderia ser uma abordagem projectual comum, tornou-se uma espécie de desafio para os autores, pela interpretação dada ao programa e sua proposta e materialização: propõem um dispositivo exterior ao edifício (4 por cada banda), onde para além dos pequenos oito arrumos individuais, surge um espaço coberto para sociabilização e convívio... aspecto tão debatido no contexto dos anos 50 e das propostas modernas. De facto, o movimento moderno, acreditava que era possível mudar o comportamento das pessoas através da arquitectura, influenciando a sociabilização. Seria uma visão ideológica?


Talvez... mas o mais interessante, é a encomenda que surge associada a estes pequenos dispositivos de convívio.
UMA ENCOMENDA


Fig. 5: Dispositivos exterioresSeis artistas plásticos foram convidados pelos arquitectos, para intervirem nos referidos dispositivos, ao abrigo de uma disposição municipal que previa que os edifícios construídos na cidade contemplassem uma obra de arte.

Segundo Nuno Teotónio Pereira, “cada unidade construtiva foi confiada a um artista plástico que, a partir de um determinado tema, o desenvolveu em sucessivas variações”(1), ou seja, uma série de 4, que contemplava uma banda de edifícios.

Ao se criar um espaço de estar e de convívio, oferecia-se arte aos moradores, que dadas as suas condicionantes económicas, a probabilidade de a adquirir seria baixa. Importa reflectir como estas intervenções de arte, verdadeiramente públicas e de verdadeira vizinhança, terão ajudado a compor o próprio acto de habitar, naturalmente mais culto, enriquecendo igualmente a própria arquitectura.


AS OBRAS
“Nos anos 50 vivia-se intensamente o apelo, então em voga, da integração das três artes: arquitectura, pintura e escultura”(2). Os artistas convidados, proporcionariam uma experiência de valorização e enriquecimento das equipas de trabalho e isso seria fundamental para o debate em torno da função, tanto da arquitectura, como da arte.

Haverá com certeza elos entre estes autores… não tanto das obras, técnicas e resultados, mas talvez dos seus objectivos culturais. Na realidade, vivia-se um momento de ditadura e, um grupo de intelectuais de que faziam parte, evidenciava um certo posicionamento em relação à cultura.

Resultado disso, são as EGAP’s (Exposições Gerais de Artes Plásticas) organizadas pelo MUD (Movimento de Unidade Democrática) na Sociedade Nacional de Belas-Artes, que entre 1946 e 1956 (3), demonstraram nas 10 exposições a expressão de valores como unidade e metas comuns, em artistas tão diferenciados. Pretendiam aproximar a arte do cidadão comum, introduzindo inovações quanto às diferentes disciplinas representadas. Constituindo uma oposição à política cultural de António Ferro com as exposições de arte moderna do SNI (Secretariado Nacional de Informação), mostraram essencialmente uma abertura cultural, através de manifestações artísticas pela conquista da expressão livre, tal como na experiência dos Olivais.

Seis artistas plásticos, seis temas, 24 intervenções:


Fig. 6: João Segurado, quatro painéis em azulejo


Fig. 7: Fernando Conduto, quatro relevos em betão policromado


Fig. 8: Rogério Ribeiro, quatro painéis incisos


Fig. 9: António Lino, quatro painéis em mosaíco


Fig. 10: Lima de Freitas, quatro painéis em azulejo


Fig. 11: Maria Keil, quatro painéis de cerâmica

E é nesta intervenção de Maria Keil que nos vamos centrar, mas não sem antes traçar um breve percurso da autora que, como veremos, ao contribuir nos anos 50 para a modernidade do azulejo, potencia seriamente a função social da arte, sobre a qual importa aqui reflectir.


Maria Keil do Amaral nasce em Silves em 1914 e inicia frequência do curso preparatório da Escola de Belas-Artes de Lisboa em 1929, que não conclui. Comenta que, “em três anos que lá estive, parece, nunca vi um livro de pintura, de reproduções. Não se aprendia nada, nadinha”(4). Terá sido fora da escola, que aprendeu e experimentou tudo.


Fig. 12 e 13: Maria Keil e Auto-retrato, 1941: Prémio de Revelação Souza Cardozo, que apresenta na VI Exposição de Arte Moderna do SPN, Lisboa.

Em 1933, casa com o arquitecto Francisco Keil do Amaral, facto determinante para o seu percurso pessoal e artístico e, em 1939, ao iniciar actividade no Estúdio Técnico de Publicidade, cruza-se com Fred Kradolfer, um suíço radicado em Portugal que se dedica à publicidade, impulsionando o desenvolvimento das artes gráficas.


Fig. 14 e 15: Anuncio à Cinta Pompadour, 1941 e Ilustração.

Contacta e convive com um grupo de intelectuais que a enquadram no mundo da arte… “Era um mundo aberto. Íamos ali para a Brasileira com os grandes: o Manta, o Diogo Macedo, essas pessoas importantes. Ali é que se aprendia”(5).

Dedica-se ao longo da sua carreira a uma série de áreas de actividades e expressões artísticas, como: pintura, desenho, ilustração, publicidade, design gráfico e de interiores, mobiliário, cerâmica, cenografia e figurinos, tapeçaria, mas será através da azulejaria, e sua integração na arquitectura e em grandes murais, que irá contribuir para a dimensão pública da arte.

Participa na Exposição do Mundo Português em 1940, com uma pintura mural alusiva aos monstros marinhos e, em 1941 obtém o Prémio Revelação Sousa Cardoso, com o seu Auto-retrato. Participa ainda nas 10 EGAP’s já referidas, com neo-realistas, modernistas e académicos.

Com estas experiências e contactos e, principalmente pela influência do marido Keil do Amaral, Maria Keil participa “numa mudança de mentalidades em Portugal”. (6)

…”cheguei à conclusão de que não valia a pena continuar a pintar, o mundo está cheio de boa pintura, eu não ia alterar nada, e então resolvi fazer azulejos. Vivia num ambiente de arquitectos, o meu marido tinha o atelier em casa. A arquitectura é uma coisa muito séria, achei mais útil fazer coisas para a arquitectura (…), que era mais lógico que se colaborasse nas coisas que estão ao alcance de toda a gente do que fazer quadrinhos isolados (…)” (7).

Esta é a questão. De um entusiasmo inicial pelos ensaios e tentativas de aplicação do azulejo em obras de arquitectura, e pela colaboração da fábrica Viúva Lamego que a autora afirma “que sem o apoio que tenho e sempre tive da Fábrica (…), não teria feito nada do que fiz”(8), surge o painel de azulejos O mar, nas escadarias de um bloco habitacional da Avenida Infante Santo em obra moderna de Alberto Pessoa, Hernâni Gandra e João Abel Manta (9), em que a intervenções dos 5 pintores (10) convidados deveria “revelar e iludir os muros de suporte dos blocos”(11) e em 1958 o “trabalho imenso, exaustivo do Metropolitano”(12) com arquitectura de Keil do Amaral. Terá sido a “encomenda decisiva da sua carreira em que consumiu mais de vinte anos de intermitente trabalho”. (13)


Fig. 16 e 17: Painel O Mar, avenida Infanto Santo e Estudo para o painel O Mar.Guache sobre papel 1956/58.



Fig. 18: Estudo para padrão utilizado na estação do Intendente.

Na realidade, a autora, através da azulejaria, para além de ajudar a dignificar o próprio azulejo, que seria considerado apenas um material de revestimento, conferindo-lhe um “rótulo de utilitário, portanto de Arte Menor”(14), potencia este movimento de relação entre as artes, tão importante nos anos 50.

VALOR DE USO

Mas voltando à experiência dos Olivais.

Deixa-se a questão: qual o valor de uso? Um valor de uso menor, por se tratar de um cerâmico aplicado em habitação de âmbito social?

Não… trata-se de uma contribuição para um projecto de Nuno Teotónio e António Pinto de Freitas, num contexto riquíssimo de produção moderna dos anos 50, um verdadeiro laboratório experimental na cidade de Lisboa, que se transforma num palco de autênticas manifestações artísticas. Será uma forma de potenciar o carácter público da arte… da arte ao alcance de todos, feita com os meios formais possíveis, não pegando em receitas e formulários. O verdadeiro debate em torno da liberdade de actuação em relação à encomenda, aliás próprio de uma certa reacção da autora a eventuais modelos (15).


Fig. 19: Maria Keil, painéis de cerâmica nos dispositivos exteriores

Apesar das 4 variações, o cenário é coerente… remete-nos para um conceito artesanal na construção de uma linguagem pictórica. Uma linguagem que talvez parta de uma geometrização, de um módulo que se repete, se transforma e desenrola, construindo uma narrativa própria, mas muito próxima e coerente com a metodologia do projecto de arquitectura… a construção de um espaço, a construção de uma manifestação cenográfica e de uma recusa pela monotonia… como se o percorrer aqueles espaços, nos transportasse para uma história, uma história do nosso quotidiano.

Reflectindo sobre esta questão do valor de uso, importa fazer aqui um breve paralelo com uma outra obra de Nuno Teotónio Pereira com Bartolomeu da Costa Cabral.

O bloco das Águas Livres, contemporâneo dos Olivais, propõe igualmente a introdução de vários artistas plásticos: dois grandes murais em mosaico de Almada Negreiros, relevos em pedra de Jorge Vieira, um vitral de Cargaleiro, um esgrafito de José Escada e o estudo cromático da fachada realizado pelo então jovem Frederico George.

Encomendado como um edifício de prestígio, pela companhia de seguros Fidelidade, o bloco das Águas manifestava-se como inovador na construção imobiliária de Lisboa.

A questão será o debate em torno de um eventual valor de uso maior, por todas as circunstâncias da própria encomenda.


Fig. 20 e 21: Bloco das Águas Livres (Lisboa), relevo em pedra, Jorge Vieira e painel mural em mosaico, Almada Negreiros

O que determina esse valor de uso?

Não será com certeza essa dimensão de alguma forma/estatuto que o suporte (edifício, mural…) ou o próprio material poderá ter.

No caso dos Olivais, Maria Keil, propõe para um dispositivo de sociabilização e de convívio (pretendido pelos arquitectos), uma manifestação cenográfica, aliás já referida, pela recusa de uma monotonia que por si só o dispositivo apresenta na sua disposição espacial. Este cenário, abstracto, parte da proposta desses elementos cerâmicos, mas fazem parte de uma peça que os suporta, sendo o conjunto que lhes dá corpo, no sentido da construção de uma certa espacialidade, com uma escala doméstica e, que transporta um grau de afectividade que se aproxima da função social que a arte pode ter… um estatuto de arte pública e de arte integrada.


Fig. 22: Maria Keil, arte pública

Notas:

(1) PEREIRA, Nuno Teotónio, “Da integração até à fusão das artes”, in Intervenção de Artistas Plásticos na obra do Atelier de Nuno Teotónio Pereira, Beja, Museu Municipal Jorge Vieira, Casa das Artes, 2004.

(2) Idem.

(3) Com um interregno em 1952 por imposição do Governo, por considerar que seria um movimento cultural envolvido em acções oposicionistas.

(4) “Maria Keil, Artista ou Operária?”, in Pública, 15 de Julho de 2007, p. 62.

(5) Idem.

(6) ARRUDA, Luísa, “Decoração e desenho: Tradição e modernidade”, in PEREIRA, Paulo, História da arte portuguesa, vol. 3, Lisboa, Círculo de Leitores, 1997, p. 430.

(7) Diário de Notícias, 2 de Outubro de 1985.

(8) “Conversa com Maria Keil”, Maria Keil, azulejos, Lisboa, Catálogo Exposição Museu Nacional do Azulejo, IPPC, 1989, p.49.

(9) Importava-lhe inventar “azulejos de espírito moderno para obras de arquitectura moderna”.
(10) Maria Keil, Alice Jorge e Júlio Pomar, Rolando Sá Nogueira e Carlos Botelho.

(11) SILVA, Raquel Henriques da, “Azulejos de Maria Keil, os jogos com a eternidade”, Maria Keil, azulejos, Lisboa, Catálogo Exposição Museu Nacional do Azulejo, IPPC, 1989, p.39.

(12) “Conversa com Maria Keil”, Maria Keil, azulejos, Lisboa, Catálogo Exposição Museu Nacional do Azulejo, IPPC, 1989, p.47.

(13) SILVA, Raquel Henriques da, “Azulejos de Maria Keil, os jogos com a eternidade”, Maria Keil, azulejos, Lisboa, Catálogo Exposição Museu Nacional do Azulejo, IPPC, 1989, p.40.

(14) “Conversa com Maria Keil”, Maria Keil, azulejos, Lisboa, Catálogo Exposição Museu Nacional do Azulejo, IPPC, 1989, p.47.

(15) Destaca-se um comentário de Maria Keil numa entrevista: “É que eu ganhava a vida a fazer publicidade também, e isso era muito mal visto. Mas muito mal visto. E azulejo também. O azulejo ia dando cabo de mim. O Abel Manta dizia: “a menina não faça isso. Uma pintora não faz isso, fazer azulejo…”, in Arquitectura e Vida, n.º 97, Outubro de 2008, p. 18.


BIBLIOGRAFIA

. ARRUDA, Luísa, “Decoração e desenho: tradição e modernidade” in PEREIRA, Paulo, História da arte portuguesa, vol. 3, Lisboa, Círculo de Leitores, 1997, p.407-505.

. Intervenção de Artistas Plásticos na obra do Atelier de Nuno Teotónio Pereira, Beja, Museu Municipal Jorge Vieira, Casa das Artes, 2004.

. Maria Keil, Arquitectura e Vida, n.º 97, Outubro de 2008.

. “Maria Keil, Artista ou Operária?”, in Pública, 15 de Julho de 2007, p. 58 a 67.

. Maria Keil, azulejos, Lisboa, Catálogo Exposição Museu Nacional do Azulejo, IPPC, 1989.

Infohabitar, Ano V, n.º 265

Olivais Norte, 27 de Setembro de 2009
Edição de José Baptista Coelho
Label: arquitectura e artes plásticas, Olivais-Norte

quinta-feira, setembro 27, 2007

159 - Quinzena da Habitação e o Habitar e a História, de 11 a 17 Outubro 2007 - Infohabitar 159

Faz-se, em seguida, a divulgação de dois encontros técnicos participados pelo Grupo Habitar, em temáticas que vão da qualidade do habitar, abordada numa perspectiva multidisciplinar, às fundamentais pontes entre o habitar e a história

A – Dia 11 de Outubro de 2007, quinta-feira, sobre “a promoção da qualidade do habitar”, em Coimbra, com o Gabinete para o Centro Histórico da Câmara Municipal de Coimbra e integrado na Quinzena da Habitação – Dia Mundial do Habitat no âmbito da Presidência Portuguesa da União Europeia; aproveitando-se para divulgar todas as iniciativas da “Quinzena da Habitação”.

B – Dias 12 e 13 de Outubro de 2007, sexta-feira e sábado, sobre “o Habitar e a História” e a “Rota do Românico”, com a Câmara Municipal de Paços de Ferreira, numa primeira “Visita Alargada” do Grupo Habitar.

Os respectivos programas e contactos para inscrição encontram-se apontados, em seguida, salientando-se que a participação em qualquer uma destas actividades é livre, sendo no entanto necessária a respectiva inscrição, que se sugere que seja rápida, pois há já inscritos (associados do Grupo Habitar) e o número de inscrições é limitado; no caso de Paços de Ferreira chama-se a atenção para os custos apontados no programa e para a eventual necessidade de reservar estadia.

A
Dia 11 de Outubro de 2007, quinta-feira, sobre “a promoção da qualidade do habitar”, em Coimbra, com o Gabinete para o Centro Histórico da Câmara Municipal de Coimbra, uma iniciativa integrada na Quinzena da Habitação e no Dia Mundial do Habitat no âmbito da Presidência Portuguesa da União Europeia

Os textos que se seguem e designadamente o texto inicial do Senhor Professor João Ferrão, Secretário de Estado do Ordenamento do Território e das Cidades, foram disponibilizados pelo Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana (IHRU) e encontram-se disponíveis no site do IHRU, divulgando os diversos eventos previstos: http://www.inh.pt/WebInh/index.jsp?iddes=69&lg=1



Fig1, Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana (IHRU)

  - Infohabitar 159

Quinzena da Habitação e Dia Mundial do Habitat no âmbito da Presidência Portuguesa da União Europeia




Fig2, Presidência Portuguesa da União Europeia
A Presidência Portuguesa da União Europeia promove a Quinzena da Habitação a partir do Dia Mundial do Habitat (2 de Outubro), este ano dedicado pela ONU ao tema “Uma cidade segura é uma cidade justa”.

A vida na cidade sempre esteve associada à ideia de oportunidade: oportunidade de segurança e paz, oportunidade de recurso a serviços qualificados, oportunidade de acesso a informação, conhecimento e cultura, oportunidade de valorizar as competências e o espírito de iniciativa e de empreendedorismo de cada um, oportunidade de criar riqueza e valor, oportunidade de ser feliz.
Mas nem sempre é assim. Todas as cidades têm o seu lado errado. É o caso de áreas urbanas encravados na malha mais vasta da cidade, por vezes com uma população da ordem das dezenas de milhares de habitantes, onde a expectativa de uma vida urbana de oportunidades contrasta com a dura realidade quotidiana de muitos dos que aí vivem: pobreza, desemprego, exclusão, insegurança, violência e, de modo muito marcante, um edificado degradado e muitas vezes sobreocupado.
Uma sociedade moderna, desenvolvida e democrática não pode tolerar a persistência de situações urbanas onde a insegurança e a violência são práticas quotidianas nas ruas, nas escolas, nos bairros. Ignorar essa violência urbana não será, por certo, a melhor maneira de a resolver. Ora a habitação acessível, adequada e integrada na malha urbana constitui, justamente, uma das componentes da resposta que as sociedades contemporâneas devem garantir para que este lado errado das cidades seja definitivamente erradicado.
É essa cidade mais justa, e por isso mais segura, que querermos ajudar a construir. Uma cidade onde seja possível responder às necessidades vitais das populações em termos de qualidade de vida e, ao mesmo tempo, criar novas oportunidades para todos: a partir da escola, a partir da família, a partir do emprego, a partir do bairro, a partir da casa.
Precisamos, por isso, de intervir nas nossas cidades com mais coordenação institucional, mais participação cívica, mais inteligência colectiva, mais decisões partilhadas, mais parcerias, mais capital social.
Apenas assim será possível produzir respostas eficientes no âmbito de políticas de habitação e de cidades. E essa será, sem dúvida, a melhor maneira de prestarmos o nosso tributo a todos os que lutam por cidades mais justas e, por isso, mais seguras, mais criativas e mais atractivas.
João Ferrão,
Secretário de Estado do Ordenamento do Território e das Cidades
Por iniciativa das Nações Unidas em todo o mundo se comemora, na 1º segunda-feira do mês de Outubro o Dia Mundial do Habitat. O tema do habitat recobre uma pluralidade de preocupações. A crescente urbanização das populações (com cerca de mil milhões de pessoas, em todo o mundo, a viverem em bairros degradados), o agravamento das rupturas sócio-urbanísticas, as questões da habitação, do ambiente urbano, da segurança e da sustentabilidade dos territórios são temáticas presentes, e prementes, quer na agenda nacional quer na agenda internacional, nomeadamente, ao nível Europeu com a adopção da Estratégia Temática sobre Ambiente Urbano, apresentada pela Comissão Europeia, e com a forte dimensão urbana assumida no novo período de programação dos fundos europeus (2007-2013).
No ano passado, o Governo Português não quis deixar de assinalar o Dia Mundial do Habitat com a apresentação pública da Iniciativa “Operações de Qualificação e Reinserção Urbana de Bairros Críticos”. Dando continuidade à celebração desta efeméride, o INH juntamente com a Secretaria de Estado do Ordenamenteo do Território e Cidades considerou oportuna, no âmbito da Presidência Portuguesa da União Europeia, a promoção de uma Conferência Internacional subordinada às temáticas Políticas Sociais de Habitação: desafios da actualidade, inserida no âmbito da Quinzena da Habitação.
O objectivo desta iniciativa é fazer integrar no âmbito da Presidência Portuguesa da União Europeia, a discussão e reflexão sobre a problemática da Habitação e do desenvolvimento de Políticas Sociais de Habitação em Portugal e na Europa. A abordagem diz respeito às novas problemáticas de governação, de partenariado, de financiamento e de sustentabilidade nas políticas sociais de habitação, estimulando um percurso e uma acção concertados.
Este tema inscreve-se nas orientações estratégicas da política de cidades assumida pelo actual Governo: por um lado, o enfoque na reabilitação urbana e requalificação dos centros históricos como um vector de competitividade e re-equilíbrio da estrutura funcional do tecido urbano, por outro lado, a recuperação de áreas críticas e a sua inserção sócio-urbanística numa perspectiva de desenvolvimento sustentável (relembrando o facto da Iniciativa Bairros Críticos ter sido apresentada, no final do ano passado, em Leeds, Reino Unido, num simpósio europeu em matéria de competências para as comunidades sustentáveis).
Face ao carácter emergente destes assuntos, em Portugal e em vários países europeus, a realização desta conferência a realizar no Parlamento e que dará início à Quinzena da Habitação no âmbito da Presidência PT, irá de encontro a uma preocupação partilhada pelos Estados Membros, constituindo, para os organismos nacionais responsáveis pela implementação das políticas urbanas, nomeadamente, uma oportunidade maior de aprendizagem e partilha de experiências.
Relativamente ao primeiro evento a ter lugar no âmbito da Quinzena da Habitação, a comemoração do Dia Mundial do Habitat na Assembleia da República (na manhã do próximo dia 2 de Outubro), contará com a presença do Eurodeputado Dr. Hasse Ferreira, devendo o mesmo expôr alguma informação sobre o impacto das políticas comunitárias nas Políticas de habitação dos Estados Membros e ainda sobre os últimos desenvolvimentos no âmbito da habitação no seio do Parlamento Europeu.
Neste sentido contará ainda com a presença do Dr. Ricardo Martins, Vice Presidente da Comissão de Poder Local, Ambiente e Ordenamento do Território da Assembleia da República, que apresentará algumas notas sobre a importância do Programa Habitat em Portugal, abordando ainda questões inerentes à implementação da Agenda Habitat em Portugal e o processo Istambul + 5.
Mr. Lars Reusterward, Director do Departamento de Shelter and Sustainable Human Settlements, da UN-Habitat, irá abordar questões subjacentes ao tema escolhido este ano para a comemoração do dia Mundial do Habitat, ou seja, “A safe city is a better city”.
O Senhor Secretário de Estado do Ordenamento do Território e Cidades, João Ferrão, abordará a problemática da habitação e do desenvolvimento de políticas sociais de habitação em Portugal, enquadrando o evento no âmbito da Presidência Portuguesa do Conselho da UE.
A Quinzena da Habitação culminará, no dia 17 de Outubro, na Torre do Tombo, em Lisboa, com a realização de uma Conferência Internacional, organizada, pela Secretaria de Estado do Ordenamento do Território e das Cidades e pelo Instituto da Habitação e Reabilitação Urbana (IHRU), com a colaboração do CECODHAS.P/ Comité Português de Coordenação da Habitação Social e seus associados.



Fig3, CECODHAS.P/ Comité Português de Coordenação da Habitação Social

Para o efeito foram convidados os seguintes oradores nacionais e internacionais:
Mr. Wolfgang Forster, com uma larga experiência na envolvente habitacional do Município de Viena, Áustria;
Arq.ª Ana Pinho, Investigadora do LNEC, especialista nas questões inerentes à reabilitação Urbana;
Mrs. Ulrik Hagred, do National Board of Housing and Planning, BOVERKET, Suécia, perita em questões relacionadas com a reabilitação no sector da habitação;
Pedro Calado, do Programa Escolhas, abordará questões inerentes à promoção da inclusão social de crianças e jovens provenientes de contextos sócio-económicos mais vulneráveis, tendo em consideração o maior risco de exclusão social, nomeadamente dos descendentes de imigrantes e minorias étnicas, procurando a igualdade de oportunidades e o reforço da coesão social;
José Justo Tinaut Elorza, Director do Ministério de Vivienda, Espanha, com uma larga experiência adquirida no desempenho de funções de Housing Focal Point, durante a última década, abordará a implementação recente de novos programas sobre a habitação para jovens em Espanha;
Eugénio Leanza, Director da Task Force “Jessica” do BEI, que abordará as novas possibilidades que o referido Programa poderá aportar ao sector da habitação nos Estados Membros;
Mr. Alfonso Andria, Eurodeputado e Vice Presidente do Grupo de Relatores sobre Habitação no seio do Parlamento Europeu.

Em paralelo, irão organizar-se os seguintes Workshops:
Dia 3 de OutubroWorkshop dinamizado pela Associação Portuguesa de Habitação Municipal (APHM), sobre o Tema: “Acesso à Habitação: construção de percursos residenciais: O acesso social à priopriedade”
Local: Casa do Infante, Porto; Início dos trabalhos – 11.00 h
Oradores:
Dr. Paulo Conceição - Centro de Investigação do Território, Transportes e Ambiente (CITTA) – Universidade do Porto. Tema: A propriedade da habitação em Portugal – a ponte entre a Habitação Social e a Habitação de Mercado (título para enquadrar);
Dr. Paulo Atouguia - IHM – Investimentos Habitacionais da Madeira. Tema: Fundamentos e exemplos de acesso social à propriedade;
João Carvalhosa - GEBALIS, EM – Gestão de Bairros Municipais de Lisboa. Tema: Alienação de fogos sociais: Verdades e consequências.
As intervenções serão seguidas de debate
Dia 9 de Outubro, workshop dinamizado pela Equipa Científica Plano Estratégico Habitação 2007/2013, sobre o Tema: Um Olhar sobre a Habitação: apontamentos estratégicos.
Local: Faro

E esta sequência de encontros remata, no dia 11 de Outubro, com o encontro dinamizado pelo Grupo Habitar (GH) e pelo Gabinete para o Centro Histórico (GCH) da Câmara Municipal de Coimbra, sobre o tema: "Promoção da qualidade no habitar" (segue-se programa pormenorizado e contactos para inscrição).







Fig4/5, Fig4, Gabinete para o Centro Histórico (GCH) da Câmara Municipal de Coimbra

O Grupo Habitar (GH) e o Gabinete para o Centro Histórico (GCH) da Câmara Municipal de Coimbra têm o prazer de convidar V. Exa. para o Workshop “promoção da qualidade do habitar”, que se realiza na tarde do dia 11 de Outubro de 2007, na Sala Polivalente da Casa Municipal da Cultura.
A “Quinzena Portuguesa da Habitação” integra vários eventos. Coube ao Grupo Habitar (GH) – Associação Portuguesa para a Promoção da Qualidade Habitacional (http://www.infohabitar.blogspot.com/), associação técnica e científica sem fins lucrativos com sede no Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) e ao Gabinete para o Centro Histórico (GCH) da Câmara Municipal de Coimbra http://www.cm-coimbra.pt/550.htm organizarem o encontro sobre a “promoção da qualidade do habitar”.
Local: Coimbra, Sala Polivalente da Casa Municipal da Cultura, Rua Pedro Monteiro, 3000-329 Coimbra (com acesso junto à Praça da República, situada na parte de cima do Jardim da Sereia, e com acesso pedonal através do mesmo jardim )
A ideia foi concentrar numa sala, e em curtas intervenções de cerca de 15 minutos, testemunhos de protagonistas reais na matéria da "qualidade do habitar", seja do lado do ensino, da investigação e do projecto, seja do lado das entidades municipais, privadas e cooperativas, que têm de ser os verdadeiros dinamizadores, no terreno, de uma tal qualidade; e haverá, naturalmente, um amplo espaço para debate.
Programa:
13.30: Registo dos participantes.
14.00: Sessão de Abertura, por representantes da Secretaria de Estado do Ordenamento do Território e Cidades, Câmara Municipal de Coimbra e Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana. Está confirmada a participação do Dr. Carlos Encarnação, Presidente da C. M de Coimbra.
14.20: Introdução à “promoção da qualidade do habitar”; Arq. António Baptista Coelho, chefe do NAU do LNEC, Núcleo de Arquitectura e Urbanismo do Laboratório Nacional de Engenharia Civil e Presidente da Direcção do Grupo Habitar.
14.30: A promoção da qualidade do habitar, na perspectiva da investigação e do projecto; Arq. Manuel Correia Fernandes, professor da FAUP, Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto (FAUP) e Grupo Habitar.
14.45: A promoção da qualidade do habitar, na perspectiva da investigação e da construção; Eng. José Teixeira Trigo, especialista do LNEC e membro de honra do Grupo Habitar.
15.00: Debate.
15.30: Intervalo para café.
16.00: A promoção da qualidade do habitar, na perspectiva do projecto de arquitectura e da investigação; Arq. Paulo Tormenta Pinto, Presidente do DAU do ISCTE, Departamento de Arquitectura e Urbanismo do Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa e Grupo Habitar.
16.15: A promoção da qualidade do habitar, na perspectiva municipal de vitalização dos centros urbanos; Eng. Sidónio Simões, Director do Gabinete para o Centro Histórico da C.M. de Coimbra.
16.30: A promoção da qualidade do habitar, na perspectiva da iniciativa empresarial; Dr. Luís Ferreira da Silva, membro da Direcção da AECOPS, Associação de Empresas de Construção e Obras Públicas e Grupo Habitar.
16.45: A promoção da qualidade do habitar, na perspectiva da iniciativa cooperativa; intervenção de Guilherme Vilaverde, Presidente da FENACHE, Federação Nacional de Cooperativas de Habitação Económica e Grupo Habitar.
17.00: Debate.
17.30: Encerramento dos trabalhos pelo Dr. Paulo Atouguia Aveiro, Presidente do CECODHAS P , Comité Português de Coordenação da Habitação Social e Presidente dos Investimentos Habitacionais da Madeira (IHM).
INSCRIÇÃO:
A participação no workshop é livre, mas considerando a lotação da sala e a proximidade do evento é necessário que os interessados, façam a respectiva inscrição, até 4 de Outubro, com a seguinte referência e para o seguinte contacto:
Nome/formação ou cargo, entidade, email, para inscrição no Workshop “Promoção da Qualidade do Habitar”, Coimbra, 11 de Outubro de 2007, A/C Dra. Maria do Céu Ferreira, E-mail: mfmaria@ihru.pt ou fax: 217231570

B
Dias 12 e 13 de Outubro de 2007, sexta-feira e sábado, sobre “o Habitar e a História” e a “Rota do Românico”, com a Câmara Municipal de Paços de Ferreira, numa primeira “Visita Alargada” do Grupo Habitar.




Fig 6, C. M. de Paços de Ferreira

Inscrição (n.º limitado de inscrições, após recepção de mail será enviado mail de confirmação):
a.c: António Baptista Coelho, abc.infohabitar@gmail.com (gmail.com)
a.c: Albertina Marinho, tina@cm-pacosdeferreira.pt (cm-pacosdeferreira.pt)

“O Habitar e a História: entre o habitar de hoje e as primeiras soluções de habitar”
e “Na rota do Românico”, 12 e 13 de Outubro de 2007
Câmara Municipal de Paços de Ferreira e Grupo Habitar



Fig7, a Citânia de Sanfins

Datada de cerca do século I, a. C., mas com vestígios habitados que remontam a 500 anos antes de Cristo, a Citânia de Sanfins ocupa cerca de 15 hectares, oferece mais de 150 construções circulares e quadrangulares, associadas em cerca de 40 unidades domésticas, num espaço de habitar e urbano regularmente organizado e protegido por várias cinturas de muralhas. Salienta-se, ainda, a existência no local de um núcleo habitacional reconstituído. Monumento Nacional desde 20 de Agosto de 1946, decorre, actualmente, o processo de candidatura dos castros a Património Mundial da Unesco...



Fig8, um núcleo habitacional reconstituído na Citânia de Sanfins

Nota importante: imagens retiradas do site da C.M. de Paços de Ferreira e textos de apresentação da autoria dos participantes ou também retirados do referido site.

12 de Outubro:
O Habitar e a História: entre o habitar de hoje e as primeiras soluções de habitar
10h30m – Recepção dos convidados (secretariado)

10h50m – Abertura
Pedro Oliveira Pinto – Presidente da Câmara Municipal de Paços de Ferreira
António Baptista Coelho – Pres. Direcção do Grupo Habitar
Paulo Bettencourt – C.M. de Paços de Ferreira e Grupo Habitar

11h00m – Início dos Trabalhos – Do Neolitico à Romanização
Armando Coelho
Mário Varela Gomes
Lino Tavares Dias
Lúcia Rosas

13h00m – Almoço volante – Câmara Municipal

15h30m – Visita à Citânia e Museu Arqueológico de Sanfins
Apresentação da obra de Armando Coelho “Cultura Castreja no Noroeste de Portugal” 2ª Edição, Revista e Actualizada, Câmara Municipal
18h00m – Encontro debate - Mosteiro de S. Pedro de Ferreira
Fazendo parte de um importante mosteiro medieval, o templo deverá ter sido começado ainda no século XII, por iniciativa do sobrinho de D. Afonso Henriques, Soeiro Viegas ou, mais provavelmente, por iniciativa directa dos Templários...
19h30m – Concerto pelo Coro Gregoriano – Mosteiro de Ferreira
20h30m – Jantar de Capão Casa Rosende (CRP)

13 de Outubro
Rota do Românico
09h30m - Mosteiro de S. Pedro de Cête – Paredes
A sua história é das mais complexas de monumentos românicos portugueses, começando por uma doação aos beneditinos por parte de dois mouros convertidos ao cristianismo, confirmada por documento de 882...
10h15m - Mosteiro do Salvador de Paço de Sousa – Penafiel
Um primeiro Mosteiro foi fundado neste local, onde antes existira uma villa romana, por D. Troicosendo Galendiz em 956...
11h15m – Igreja de S. Mamede de Vila Verde – Felgueiras
11h30m – Almoço na Casa de Juste – Lousada (CRP)
CRP – Custos da Responsabilidade do Participante

Mais informação sobre a Citânia de Sanfins em:

Fig9, o Grupo Habitar
O Grupo Habitar (GH) foi criado, em 2001, por um grupo de técnicos com diversas formações e práticas profissionais – entre arquitectos, engenheiros, antropólogos, gestores, sociólogos e promotores –, todas ligadas, directa ou indirectamente à temática da habitação, do urbanismo e da qualidade de vida.
O GH é uma associação técnica e científica sem fins lucrativos, sediada actualmente no Núcleo de Arquitectura e Urbanismo do Laboratório Nacional de Engenharia Civil, que tem um fundamental carácter multidisciplinar, que visa a melhoria da qualidade da habitação e do espaço urbano que todos habitamos, através de variadas actividades, entre as quais a visita e a análise de conjuntos habitacionais e o estudo, a discussão e a divulgação dos principais problemas e dos aspectos qualitativos que caracterizam as nossas habitações, os nossos bairros e as nossas cidades. O Grupo Habitar (GH) aborda assim muitos aspectos da qualidade de vida, desde a integração paisagística e ambiental, à qualidade da arquitectura e da construção, desde os aspectos que enquadram as novas intervenções às urgentes matérias da reabilitação e regeneração urbana.
E o GH aborda estas matérias em encontros temáticos e em visitas, tentando estabelecer pontes efectivas com saberes que também muito têm a dizer sobre a qualidade do habitar, mas que muitas vezes têm sido dela afastados, como foi, por exemplo, o caso da Medicina, num dos últimos encontros do GH, e é, agora, aqui em Paços de Ferreira, o caso da História.
No cumprimento destas intenções é com grande entusiasmo que, o Grupo Habitar realiza o próximo encontro, “O habitar e a história: entre o habitar de hoje e as primeiras soluções de habitar”, nos próximos dias 12 e 13 de Outubro, em Paços de Ferreira, com o precioso enquadramento dos associados Paulo Bettencourt, Bruno Marques e Maria João Pimentel, com a imprescindível cooperação dos professores e técnicos que asseguram um programa único e aliciante, e, finalmente, com o fundamental apoio da respectiva Câmara Municipal e do seu Presidente Dr. Pedro Pinto, aos qual a Direcção do GH, desde já, expressa publicamente os seus sinceros agradecimentos.
António Baptista Coelho, Defensor de Castro, José Clemente Ricon, Dora Lampreia, António Reis Cabrita, Jorge Quintela e Teresa Machado Silveira

Anexo: Informações úteis sobre alojamento (Paços de Ferreira)
Nossa Pensão
Rua 1º de Dezembro nº 437
4590 -505 Paços de Ferreira
Telf. 255 962 548
Fax 255 962 548
E-Mail: Geral@anossapensão.com
Hotel Rural Quinta do Pinheiro – Eco Resort
Rua do Miraldo – Lugar de Figueiró
4590 Freamunde
Telf. 255 870097
Fax 255 878524
Site: www.quinta-do-pinheiro-ecoresort.com
Hotel Rural Quinta da Vista Alegre
4590 – 408 Freamunde
Telf. 255 880 150
Fax 255 880 159
Site: www.quintavistalegre.com
Casa de Rosende
R. de Rosende
4590 Raimonda
Telf: 255 879 082 / 22 60 91 844
e-mail: rcv@fe.up.pt
Texto geral organizado a 26 de Setembro de 2007, Lisboa, Encarnação – Olivais Norte, por António Baptista Coelho
Editado a 27 de Setembro de 2007 por José Baptista Coelho