Mostrar mensagens com a etiqueta o fenómeno da segregação sócio-espacial em contexto urbano. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta o fenómeno da segregação sócio-espacial em contexto urbano. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, novembro 01, 2023

O planeamento urbano e o favorecimento da segregação sócio-espacial, na modalidade da segregação imposta – Infohabitar # 881

Ligação direta (clicar no link seguinte ou copiar para site de busca) para aceder à listagem interativa de 840 Artigos editados na Infohabitar – edição de janeiro de 2022 com links revistos em junho de 2022 (38 temas e mais de 100 autores):

https://docs.google.com/document/d/1WzJ3LfAmy4a7FRWMw5jFYJ9tjsuR4ll8/edit?usp=sharing&ouid=105588198309185023560&rtpof=true&sd=true

 

O planeamento urbano e o favorecimento da segregação sócio-espacial, na modalidade da segregação imposta – Infohabitar # 881

Artigo IX da série editorial da Infohabitar “Segregação sócio-espacial em contexto urbano. Um estudo comparativo entre Braga - Portugal e Aracaju-Brasil”. A presente série editorial integra uma sequência de capítulos da tese de doutorado de Anselmo Belém Machado intitulada “Segregação sócio-espacial em contexto urbano, através de um estudo comparativo entre Braga - Portugal e Aracaju-Brasil”, adaptada, pelo respetivo autor, especificamente, para esta iniciativa editorial na Infohabitar.

 

Infohabitar, Ano XIX, n.º 881

Edição: quarta-feira, 1 de novembro de 2023

 

Caros leitores da Infohabitar,

Com o presente artigo continuamos a edição da série editorial dedicada à temática geral da Segregação sócio-espacial em contexto urbano”, através de um estudo comparativo entre Braga - Portugal e Aracaju-Brasil; tal como tínhamos planeado.

Informa-se que a matéria editorial ligada ao estudo da habitação intergeracional participada fica agora suspensa, numa fase de divulgação de bases editoriais e de referência, em princípio, até ao início de 2024.

O presente conjunto de artigos sobre Segregação sócio-espacial em contexto urbano”, que agora editamos, foi desenvolvido pelo Professor Anselmo Belém Machado um dos mais assíduos articulistas da nossa Infohabitar, e que, assim, e com base na adaptação da sua tese de doutoramento a uma sequência de artigos, nos irá acompanhar ao longo de algumas semanas com a edição de mais um conjunto de artigos sequenciais relativos à, hoje em dia, fundamental e sempre presente problemática da Segregação sócio-espacial em contexto urbano”.

Saudamos, então, novamente, o colega e amigo Anselmo Belém Machado, por mais esta excelente e substancial contribuição editorial.

Recorda-se, como sempre, que serão sempre muito bem-vindas eventuais ideias comentadas sobre os artigos aqui editados e propostas de novos artigos (a enviar, ao meu cuidado, para abc.infohabitar@gmail.com).

E desde já se refere que, em breve, terão notícias sobre a realização de um novo Cogresso Internacional da Habitação no Espaço Lusófono – CIHEL – que será já o nosso 5.º CIHEL; assim como da reativação do GHabitar-APPQH.

Com as melhores saudações a todos os caros leitores,     

Azambuja, Casais de Baixo, Casa das Vinte, em 1 de novembro de 2023

António Baptista Coelho

Editor da Infohabitar

 

O planeamento urbano e o favorecimento da segregação sócio-espacial, na modalidade da segregação imposta – Infohabitar # 881

Anselmo Belém Machado

 

Resumo curricular de Anselmo Belém Machado

Doutor em geografia Humana pela Universidade do Minho (Portugal). Com mestrado em Organização do Espaço Rural no Mundo Subdesenvolvido, licenciado e bacharel em geografia na Universidade Federal de Sergipe (Brasil).

O autor tem experiência profissional em ensino, pesquisa e extensão nas seguintes Universidades: Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia e Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Atualmente é professor associado no Departamento de Geografia da Universidade Federal de Sergipe (UFS).

O autor tem as seguintes áreas de interesse: Geografia Humana, Geografia Urbana e em Estudos de Segregação Sócio Espacial (Portugal e Brasil). 

 

Série Editorial sobre Segregação Sócio-espacial em Contexto Urbano: Texto de apresentação

Face ao contexto actual de urbanização acelerada, são vários os desafios que se colocam ao desenvolvimento das cidades contemporâneas, de entre os quais aqueles que se relacionam com a urgência de novas políticas de gestão urbana, capazes de promover um urbanismo inclusivo que contribua para o surgimento de cidades socialmente mais coesas, integradas e justas. Assim, importa reforçar o conhecimento existente em torno das dinâmicas urbanas de segregação sócio- espacial. Este trabalho contribui para esta reflexão a partir de uma investigação que se singulariza por uma abordagem comparativa desenvolvida a dois níveis. Por um lado, trata-se de um estudo de geografia urbana que privilegia a comparação entre duas cidades (Braga em Portugal e Aracaju no Brasil), que embora se enquadrem em países diferentes e com culturas e realidades sócio- econômicas específicas, enfrentam ambas processos de segregação sócio-espacial no interior das suas malhas urbanas. Por outro lado, trata-se de um estudo que confronta simultaneamente a análise de dinâmicas espaciais distintas, quer a concentração de cidadãos de baixo nível sócio- económico (segregação imposta), quer a realidade oposta onde a homogeneidade sócio- económica de algumas bolsas territoriais se faz sentir pela presença exclusiva de cidadãos de altos rendimentos (auto-segregação).

 

O planeamento urbano e o favorecimento da segregação sócio-espacial, na modalidade da segregação imposta – Infohabitar # 881

 

Como foi relatado acima a segregação imposta é uma modalidade de segregação socio-espacial que coincide especialmente com as áreas de génsese ilegal ou com alguns bairros problemáticos de habitação social, em ambos os casos consistindo uma solução imposta como única alternativa de habitação à população com graves carências económicas e que não dispõe de qualquer outra opção de residência. Adjectivada de segregação imposta porque a pobreza não é voluntária, pois genericamente ninguém quer ser pobre, passar fome ou não ter uma habitação digna. Todavia, uma parte signficativa da população mundial passa por necessidades básicas, não usufruindo de condições mínimas para sobreviver, ou tendo essas condições mínimas de sobrevivência não conseguem integrar-se e participar activamente no progresso da sociedade, enfrentando profundos processos de exclusão social.

Os bairros problemáticos de habitação social

Como já foi referido o problema das desigualdades e das carências habitacionais não é exclusivo dos países em vias de desenvolvimento. Estudos diversos têm revelado que a problemática da pobreza continua a crescer a nível mundial visto que “nos últimos trinta anos houve um aumento significativo da desigualdade tanto nas sociedades desenvolvidas quanto nas regiões periféricas” (Belluzzo, 2014, p.80). O autor refere por exemplo o caso da França, onde a flexibilização dos sistemas de produção promove o crescimento da precarização dos empregos e as inovações tecnológicas o aumento do desemprego, e por essa dupla via o aumento das desigualdades.

 

 

“Um estudo recente revela que, na França de hoje, a soma dos que se encontram em situação precária (3 milhões) e dos que são obrigados a aceitar tempo parcial (3,2 milhões) chega ao dobro da cifra estimada para os oficialmente desempregados (3 milhões). Desempregados, “precarizados” e trabalhadores em tempo parcial representam 37,5% da população economicamente ativa nesse país.” (Belluzzo, 2014, p. 83)

Para atender às carências habitacionais que estas desigualdades promovem tem sido necessário recorrer a exercícios de planeamento urbano que concretizem políticas de habitação social. Num passado recente esses exercícios de planeamento acabaram por dar origem a bairros sociais que vieram a revelar-se problemáticos, ao estimular a segregação sócio-espacial em contexto urbano. Tal ocorreu pela falta de decisões governamentais contínuas e efetivas, que buscassem integrar de maneira ampla e controlada as populações desses bairros na sociedade. Assim em alguns casos essas políticas de habitação acabaram por indirectamente induzir a perpetuação da exclusão social em muitas cidades, ou seja a habitação social acaba nem sempre por actuar como um factor de integração, mas por vezes como “um fator propulsor de dinâmicas de exclusão e de segregação sócio-espacial” (Nunes, 2009, p. 2). Sendo que são vários os exemplos em que se assiste à dificuldade de integração das populações residentes nos bairros de habitação social, não apenas aqueles localizados nas grandes regiões metropolitanas, mas também em cidades menores como a cidade de Braga (Fernandes, 2019).

Este paradoxo associado às políticas de habitação social que deveriam constituir mecanismos de integração social mas que por vezes acabam por constituir contextos que perpetuam a exclusão social, resulta em grande parte de opções de planeamento urbano que têm causado consequências indesejadas para as populações de baixo nível sócio-económico que são alojadas nesses bairros. Reflectindo sobre as opções do planeamento urbano que têm dificultado e até impedido a inclusão social de muitos dos cidadãos de baixa ou sem renda que residem nos bairros de habitação social, Nunes (2009) destaca seis características urbanísticas dos bairros sociais problemáticos, que em alguns contextos reforçam a segregação sócio espacial : i) a localização desses bairros sociais na periferia urbana, o que ocorre devido ao solo ter aí um valor muito mais baixo, que em outras partes das cidades, o que faz com que muitos desses bairros sociais se localizem distantes dos principais equipamentos e serviços, pelo que os seus moradores se sentem discriminados em relação aos residentes dos bairros localizados em áreas mais estruturadas e privilegiadas da cidade; ii) a inserção urbana segregacionista de muitos destes bairros, em que o edificado é suportado por ruas sem saída não sendo por isso locais de passagem e encontro, mas apenas locais de destino; iii) a distribuição desigual da habitação social na cidade, assistindo-se muitas vezes a um padrão locativo assimétrico com a concentração dos bairros de habitação social numa área específica da cidade ou da região metropolitana, promovendo-se assim uma cidade do tipo dual que impede fortemente a mesclagem da sua população; iv) a elevada densificação urbanística destes bairros por vezes de grande extensão territorial, assistindo-se a um exagero na concentração física, tanto verticalmente quanto horizontalmente, de população de mais baixo nível sócio económico; v) a degradação física e a falta de manutenção regular dos edifícios habitacionais, o que aumenta a imagem negativa que a restante da população vai desenvolvendo sobre essas comunidades; vi) e finalmente a dotação de equipamentos colectivos de uso muitas vezes restrito à população do bairro, em que nos casos em que estes bairros estão dotados de equipamentos públicos, muitas vezes estes são exclusivamente frequentados por população do bairro o que reforça sentimentos de exclusão e de não-pertença à cidade em que estão inseridos.

Em suma, por um lado por via das políticas de habitação social muitos cidadão tiveram finalmente acesso a uma moradia digna, o que tem um valor inestimável para quem residia em habitações precárias, mas por outro lado acaba por assistir-se a uma continuidade da permanência desses inquilinos nesses contextos de residência, muitas vezes sem haver uma ascensão económica e social dessa população. Essa persistência de grande parte dos habitantes nos bairros sociais em situação de exclusão económica e social e de grande dependência de acções assistencialistas do Estado, tem motivado profundas reflexões sobre qual deverá ser o futuro das políticas de habitação social.

 

Notas:

Bibliografia geral (M a Q)

Devido à natural extensão da bibliografía esta é, novamente, apresentada em diversos “blocos” sequenciais.

(M a Q)

  • Machado, A.B. (1990) Grande Aracaju: Processo de uma metropolização emergente. Dissertação de mestrado. São Cristóvão: NPGEO-UFS. Mimeografado.
  • Machado, A. B. (2009). Geografia Urbana. São Cristóvão: Universidade Federal de Sergipe, CESAD.
  • Machado, A. B. (2010). O bairro Jardins: Processo de enobrecimento urbano, consolidação de estratos socioeconômicos e “ilhas” de segregação social. Scientia Plena, Vol. 6, Num. 8.
  • Magalhães, R. Vendramini, A. (2018). Os impactos da quarta revolução industrial. GV- executivo, 17(1).
  • Magda, S. R. Fidalgo, A. & Buckingham, D. (2015). De que falamos quando falamos de infoexclusão e literacia digital? Perspetivas dos nativos digitais1. Observatorio (OBS*) Journal, 9(1), 43-54.
  • Malheiros, J. Carvalho, R. & Mendes, L. (2013). Gentrification, residential ethnicization and the social production of fragmented space in two multi-ethnic neighbourhoods of lisbon and Bilbao. Lisboa: Finisterra, XLVIII, 96, 109-135.
  • Marafon, G. J. (1996).Considerações sobre as redes técnicas e a organização
  • do território. Boletim Gaúcho de Geografia, 21: 51-57, ago.
  • Marcuse, P. (2004). Enclaves, sim; guetos, não: a segregação e o estado. Espaço e Debates, São Paulo: NERU, 24(45), 24-33. jan./jul.,
  • Maricato, E. (2000a). As ideias fora do lugar e o lugar fora das ideias. Planejamento urbano no Brasil. In Arantes, O. Vainer C. & Maricato E. A Cidade do pensamento único: Desmanchando consensos, Petrópolis, RJ: Vozes. pp.121-192.
  • Maricato, E. (2000b). Urbanismo na periferia do mundo globalizado. Metrópoles brasileiras. In:
  • São Paulo em perspectiva, 14(4).
  • Maricato, E. (2001). Brasil, cidades: alternativas para a crise urbana. Petrópolis, RJ: Vozes. Maricato, E. (2011). O impasse da política urbana no Brasil, Petrópolis, RJ: Vozes.
  • Maricato, E. (2015a). As metrópoles brasileiras e a globalização neo liberal, In Souza, P. de (Org.),
  • Brasil, sociedade em movimento, São Paulo: Paz e Terra. pp.01-20. 356
  • Maricato, E. (2015b). Para entender a crise urbana, São Paulo: Expressão Popular.
  • Marques, E. (2010). Redes sociais, segregação e pobreza em São Paulo: Editora UNESP; Centro de Estudos da Metrópole.
  • Marques, E. (2014). Estrutura Social e Segregação em São Paulo: Transformações na Década de 2000, DADOS – Revista de Ciências Sociais, Rio de Janeiro, 57(3), 675-710.
  • Martin, A. R. (1997). Fronteiras e Nações. (3ª ed.). São Paulo.
  • Martins, M. (2013). Condomínios habitacionais fechados: (im)precisões conceptuais. Apontamentos para um debate sobre urbanidade e autonomia, segregação e qualidade de vida. Sociologia, Revista da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, Vol. XXVI, pág. 61-80.
  • Martins, S. F. L. (2017). Segregação socio-espacial em Braga: o caso de estudo do Bairro das Andorinhas. Mestrado em Geografia – Área de especialização em Planeamento e Gestão do Território. Guimarães: Universidade do Minho.
  • Marx, K. (1980). O Capital. Rio de Janeiro: Difel.
  • Medina, M. G. (2013). La europeización urbana a través de la política de cohesión, Revista CIDOB d’Afers Internacionals, 04, 133-154, Diciembre.
  • Mendes, L. (2013). Urbe - Revista Brasileira de Gestão Urbana, Curitiba, 5(1), Jan./June. Mendes, J. F. G. (2014). O Futuro das cidades. Rio de Janeiro: Interciência.
  • Miele, S. A. de F. (2015). A cidade como negócio: o investimento no solo urbano no contexto de financeirização do setor imobiliário. In: II Colóquio (Intert)nacional sobre o comércio e cidade:uma relação de origem. São Paulo: resumo.
  • Milani, P. H. & Góes, E. M. (2015). Dentro e fora dos muros: residenciais fechados e segregação socioespacial em cidades não metropolitanas, Fortaleza: Geosaberes, Fortaleza, 6(número especial 2), 260-274, Novembro.
  • Miranda, L. I. B. de. (2009). Planejamento em áreas de transição rural-urbana. Velhas novidades e novos territórios. Revista Brasileira de Estudos urbanos, 11(1), 25-26. Maio 357
  • Miyazaki, V. K. (2013). Estruturação da cidade e morfologia urbana: um estudo sobre cidades de porte médio da rede urbana paulista. Presidente Prudente/São Paulo: UNESP.
  • Moraes, A. C. R. Bases da formação territorial do Brasil: o território colonial brasileiro o longo século XVI. São Paulo: 1991. Tese de Doutorado de Geografia, Universidade de São Paulo, USP.
  • Moreira et all. (2009). O sistema urbano português. Dinâmicas contemporâneas e diversidade regional: Revista de Demografia Histórica, XXVII, I, segunda época, pp. 83-114.
  • Moreira Júnior, O. (2010a). A Cidade Partida: Segregação Urbana. Revista Online: Caminhos de
  • Geografia, 11(33), 08.
  • Moreira Júnior, O. (2010b). Segregação urbana em cidades pequenas: algumas considerações a partir das escalas intra e interurbana. Ra’ega, Curitiba: UFPR, 20, 133-142.
  • Mosquera, J. U., Ospina, H. L., Sabatini, F. & Rasse, A. (2017). Tolerancia a la diversidad y segregaciónres idencial. Una adaptación del modelo de segregación de Schelling con três grupos sociales. Eure, 43(130), 5-24. septiembre.
  • Moudon, A. V. (1997). Urban morphology as an emerging interdisciplinary field. Journal urban morphology, 1, 3-10.
  • Moura, R. e Pêgo, B. (2017). O sistema urbano brasileiro e suas articulações na escala sul- americana. In: boletim regional, urbano e ambiental | 16 | jan.-jun. ipea.
  • Musterd, S.; Andersson, R. (2005). “Housing Mix, Social Mix and Social Opportunities”. Urban Affairs Review, pp. 761 – 790.
  • Nascimento, M. I. M. (2001). Aldeia Global: Um conceito. Revista Educação, 46, 10, Unicamp.
  • Nascimento, M. M. P. do e Araújo, H. M. de. (2018). A urbanização extensiva de Aracaju e a formação de novos aglomerados habitacionais: avaliação a partir da desagregação de dados dos CENSOS/ IBGE. Cadernos de geografia, v.28, n.52.
  • Negrão, J. J. (1998). Para conhecer o Neoliberalismo, São Paulo: Publisher Brasil. 358
  • Negri, S. M. (2008). Segregação sócio espacial: alguns conceitos e análise. Revista Coletânea de nosso tempo, Rio Claro: UNESP. Ano VII, 08(08), 29-153.
  • Nogueira, J. (2009). Braga acabou com os guetos e o crime caiu a pique. Porto: I Semanário do Porto. Entrevista ao presidente da Bragahabit. 14/05, 2009.
  • Nunes, F. P. J. (2007). TIC´s, Espaço e Novos Modos de Trabalho em Portugal: Usos do espaço e do tempo em contextos de teletrabalho. Tese de Doutoramento em Geografia, Universidade do Minho Instituto de Ciências Sociais, Ramo de Geografia Humana.
  • Nunes, F. (2009). A segregação sócio-espacial em Portugal e as políticas urbanas de habitação social. In: II Congresso Ibero-Americano sobre Habitação Social: ciência e tecnologia: “Por uma nova abordagem”. Florianópolis. UFSC.
  • Oliveira, I. C. E. de. (2001). Estatuto da cidade; para compreender. Rio de Janeiro: IBAM/DUMA.
  • Oliveira, E. M. (2004). Transformações no mundo do trabalho, da revolução industrial aos nossos dias. Revista on line Caminhos de Geografia, 6(11), 84-96, Fev.
  • Oliveira, K. F. de. Jannuzzi, P. de M. (2005). Motivos para migração no Brasil e retorno ao Nordeste: padrões etários, por sexo e origem/destino, São Paulo Perspec. vol.19 no.4 São Paulo Oct./Dec.
  • Oliveira, R. L. P. de. (2010). Impactos da qualidade percebida sobre as atitudes e intenções comportamentais de proprietários de automóveis. Dissertação de mestrado, Faculdade de Ciências Empresariais, Universidade FUMEC, Belo Horizonte.
  • Oliveira, V. (2016). Morfologia urbana: diferentes abordagens. Revista de Morfologia Urbana, 4(2), 65-84.
  • Oliveira, A. & Guerra, P. (2014). Cidades, Comunidades e Territórios Espaços urbanos entre a cultura, a imagem e a intervenção: Uma reflexão a partir de três intervenções na cidade do Porto. Lisboa: Instituto Universitário de Lisboa, Portugal. Cidades, Comunidades e Territórios, 32, 118-131. Jun. 359
  • Oliveira, T. G. de & Silveira Neto, R. da M. (2015). Segregação Residencial na Cidade do Recife: um estudo da sua configuração. Revista Brasileira de Estudos Regionais e Urbanos (RBERU), 09(1), 71-92.
  • Ojima, R. (2007). As cidades invisíveis: a favela como desafio para urbanização mundial. Revista Brasileira de Estudos de População, 24(2), São Paulo. July/Dec.
  • ONU (2007). Relatório Global sobre os Assentamentos Humanos. Nova Iorque: Organização das Nações Unidas
  • ONU (2010). Human Development Report 2010. Nova Iorque: Organização das Nações Unidas
  • ONU (2011). Relatório Sobre a Situação da População Mundial. Nova Iorque: Organização das Nações Unidas.
  • ONU/DESA (2013). Pesquisa Mundial Económica e Social. Nova Iorque: Organização das Nações Unidas (DESA- Divisão das Nações Unidas para a População do Departamento dos Assuntos Económicos e Sociais).
  • ONU (2014). Relatório do Desenvolvimento Humano 2014. Nova Iorque: Organização das Nações Unidas
  • ONU/UFPA (2014). Relatório da População Mundial de 2014. Nova Iorque: Organização das Nações Unidas (UFPA- Fundo de Populações das Nações Unidas).
  • ONU/DESA (2014). Perspectivas da Urbanização Mundial. Nova Iorque: Organização das Nações Unidas (DESA- Divisão das Nações Unidas para a População do Departamento dos Assuntos Económicos e Sociais).
  • ONU (2016). World Cities Report 2016. Nova Iorque: Organização das Nações Unidas.
  • ONU (2019). População mundial deve aumentar para 9,7 bilhões em 2050 https://news.un.org/pt/story/2019/04/1666621 (10/10(2019) 360
  • Pagani, E. B. S., Alves, J. de M. & Cordeiro, S. M. A. (2015). Segregação socioespacial especulação imobiliária no espaço urbano Socio-spatial segregation and property speculation in the urban space, Argumentum, Vitória, ES, 7(1), 167-183, jan./jun.
  • Peixoto, J. (1987). O crescimento da população urbana e da industrialização em Portugal. In:
  • Revista Crítica de Ciências Sociais, Nº 222, abril. Pp.101-113.
  • Pereira, V. A. (2011). Estendendo Mc Luhan: Da Aldeia à Teia Global. Comunicação, Memória e Tecnologia, Porto Alegre: Sulina.
  • Pereira, M. de P. (2012). A cidade como mercadoria: influência do setor privado na produção do espaço urbano. Revista de Ciências Humanas, Viçosa, 12(2), 446-460.
  • Pereima Neto, J. B. (2014). XXI: o século das cidades no Brasil. In: MONTORO,
  • Guilherme Castanho Franco et al. (Org.). Um olhar territorial para o desenvolvimento:
  • Sul. Rio de Janeiro : Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social. p.
  • [270]-309.
  • Philippi Júnior, A. & Fernandes, V. (2015). Práticas de interdisciplinaridade no ensino e pesquisa,
  • Barueri: Manole, 2015.
  • Pinho, P. (2009). Atlas da Grande Área Metropolitana do Porto. Lisboa: Laboratório de Planeamento. Junta Metropolitana do Porto.
  • Pinto, R. S. B. F. F. (2007). Hortas Urbanas: Espaços para o desenvolvimento sustentável de Braga. Dissertação de Mestrado, Universidade do Minho, Braga, Portugal.
  • Piketty, T. (2014). O Capital no século XXI. (I ed.) Rio de Janeiro: Intrínseca. Piketty, T. (2015). A Economia da Desigualdade. Rio de Janeiro: Intrínseca.
  • PMA (1982). Lei Nº 873/82 de 01/10/1982 (Estabelece nova delimitação dos Bairros de Aracaju e dá outras providências correlatas). Aracaju: Prefeitura Municipal de Aracaju.
  • PMA (1998). Lei Municipal Nº 2.666 de 1998 (Criação do Bairro Jardins). Aracaju: Prefeitura Municipal de Aracaju.
  • PMA (2010). PDDUS - Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano Sustentável do Município de Aracaju, Projeto de Lei complementar nº 06/2010 de 19 de novembro de 2010. Diário Oficial do Município de Aracaju- Ano XXI de 05 de setembro de 2011, nº 2750. 361
  • PNPUD (2014). Relatório de Desenvolvimento Humano – 2014. Nova Iorque: Organização das Nações Unidas (PNPUD)
  • Pochmann, M. (2015). Desigualdades econômicas no Brasil, São Paulo: Ideias & Letras.
  • Porto, F. (1991). A cidade de Aracaju 1885-1865: ensaio de evolução urbana. 2ª ed. Aracaju: Governo de Sergipe/FUNDESC.
  • Poupart, J. et al. (2010). A Pesquisa Qualitativa: Enfoques epistemológicos e metodológicos. (2ª ed.). Petrópolis: Vozes.
  • Préteceille, E. (2003). A evolução da segregação social e das desigualdades urbanas: o caso da metrópole parisiense nas últimas décadas. CADERNO CRH, Salvador, n. 38, p. 27-48, Jan/jun.
  • Queiroz Filho, A. P. de (2011). Sobre As Origens da Favela. Revista Mercator de Geografia da Universidade Federal do Ceará, 10 (23), 33-48. Setiembre-diciembre.
  • Quintela M. D. de (2012). Considerações sobre os Aglomerados Subnormais em Sergipe segundo os resultados do Censo Demográfico 2010. In: Observatório de Sergipe. Blog da Superintendências de Estudos e Pesquisas. 04/01/2012.

 

Nota: a base bibliográfica deste conjunto de artigos, por ser muito extensa, é repartida em quatro partes, sequencialmente editadas, ao longo dos diversos artigos que integram a série editorial .

 

 

Notas editoriais gerais:

(i) Embora a edição dos artigos editados na Infohabitar seja ponderada, caso a caso, pelo corpo editorial, no sentido de se tentar assegurar uma linha de edição marcada por um significativo nível técnico e científico, as opiniões expressas nos artigos e comentários apenas traduzem o pensamento e as posições individuais dos respectivos autores desses artigos e comentários, sendo portanto da exclusiva responsabilidade dos mesmos autores.

(ii) No mesmo sentido, de natural responsabilização dos autores dos artigos, a utilização de quaisquer elementos de ilustração dos mesmos artigos, como , por exemplo, fotografias, desenhos, gráficos, etc., é, igualmente, da exclusiva responsabilidade dos respetivos autores – que deverão referir as respetivas fontes e obter as necessárias autorizações. 

(iii) Para se tentar assegurar o referido e adequado nível técnico e científico da Infohabitar e tendo em conta a ocorrência de uma quantidade muito significativa de comentários "automatizados" e/ou que nada têm a ver com a tipologia global dos conteúdos temáticos tratados na Infohabitar e pelo GHabitar, a respetiva edição da revista condiciona a edição dos comentários à respetiva moderação, pelos editores; uma moderação que se circunscreve, apenas e exclusivamente, à verificação de que o comentário é pertinente no sentido do teor editorial da revista; naturalmente , podendo ser de teor positivo ou negativo em termos de eventuais críticas, e sendo editado tal e qual foi recebido na edição.

 

O planeamento urbano e o favorecimento da segregação sócio-espacial, na modalidade da segregação imposta – Infohabitar # 881

Artigo IX da série editorial da Infohabitar “Segregação sócio-espacial em contexto urbano. Um estudo comparativo entre Braga - Portugal e Aracaju-Brasil”. A presente série editorial integra uma sequência de capítulos da tese de doutorado de Anselmo Belém Machado intitulada “Segregação sócio-espacial em contexto urbano, através de um estudo comparativo entre Braga - Portugal e Aracaju-Brasil”, adaptada, pelo respetivo autor, especificamente, para esta iniciativa editorial na Infohabitar.

Infohabitar, Ano XIX, n.º 881

Edição: quarta-feira, 1 de novembro de 2023

Infohabitar

Editor: António Baptista Coelho, Investigador Principal do LNEC

abc.infohabitar@gmail.com, abc@lnec.pt

A Infohabitar é uma Revista do GHabitar Associação Portuguesa para a Promoção da Qualidade Habitacional Infohabitar – Associação atualmente com sede na Federação Nacional de Cooperativas de Habitação Económica (FENACHE) e anteriormente com sede no Núcleo de Arquitectura e Urbanismo do LNEC.

Apoio à Edição: José Baptista Coelho - Lisboa, Encarnação - Olivais Norte.

quarta-feira, outubro 25, 2023

O planeamento urbano e a manifestação dos processos de segregação sócio-espacial – Infohabitar # 880

 Ligação direta (clicar no link seguinte ou copiar para site de busca) para aceder à listagem interativa de 840 Artigos editados na Infohabitar – edição de janeiro de 2022 com links revistos em junho de 2022 (38 temas e mais de 100 autores):

https://docs.google.com/document/d/1WzJ3LfAmy4a7FRWMw5jFYJ9tjsuR4ll8/edit?usp=sharing&ouid=105588198309185023560&rtpof=true&sd=true

 

O planeamento urbano e a manifestação dos processos de segregação sócio-espacial – Infohabitar # 880

Artigo VIII da série editorial da Infohabitar “Segregação sócio-espacial em contexto urbano. Um estudo comparativo entre Braga - Portugal e Aracaju-Brasil”. A presente série editorial integra uma sequência de capítulos da tese de doutorado de Anselmo Belém Machado intitulada “Segregação sócio-espacial em contexto urbano, através de um estudo comparativo entre Braga - Portugal e Aracaju-Brasil”, adaptada, pelo respetivo autor, especificamente, para esta iniciativa editorial na Infohabitar.

 

Infohabitar, Ano XIX, n.º 880

Edição: quarta-feira, 25 de outubro de 2023

 

Caros leitores da Infohabitar,

Com o presente artigo continuamos a edição da série editorial dedicada à temática geral da Segregação sócio-espacial em contexto urbano”, através de um estudo comparativo entre Braga - Portugal e Aracaju-Brasil; tal como tínhamos planeado.

Informa-se que a matéria editorial ligada ao estudo da habitação intergeracional participada fica agora suspensa, numa fase de divulgação de bases editoriais e de referência, em princípio, até ao início de 2024.

O presente conjunto de artigos sobre Segregação sócio-espacial em contexto urbano”, que agora editamos, foi desenvolvido pelo Professor Anselmo Belém Machado um dos mais assíduos articulistas da nossa Infohabitar, e que, assim, e com base na adaptação da sua tese de doutoramento a uma sequência de artigos, nos irá acompanhar ao longo de algumas semanas com a edição de mais um conjunto de artigos sequenciais relativos à, hoje em dia, fundamental e sempre presente problemática da Segregação sócio-espacial em contexto urbano”.

Saudamos, então, o colega e amigo Anselmo Belém Machado, por mais esta excelente contribuição editorial.

Recorda-se, como sempre, que serão sempre muito bem-vindas eventuais ideias comentadas sobre os artigos aqui editados e propostas de novos artigos (a enviar, ao meu cuidado, para abc.infohabitar@gmail.com).

E desde já se refere que, em breve, terão notícias sobre a realização de um novo Cogresso Internacional da Habitação no Espaço Lusófono – CIHEL – que será já o nosso 5.º CIHEL.

Com as melhores saudações a todos os caros leitores,     

Lisboa, em 25 de outubro de 2023

António Baptista Coelho

Editor da Infohabitar

O planeamento urbano e a manifestação dos processos de segregação sócio-espacial – Infohabitar # 880

Anselmo Belém Machado

 

Resumo curricular de Anselmo Belém Machado

Doutor em geografia Humana pela Universidade do Minho (Portugal). Com mestrado em Organização do Espaço Rural no Mundo Subdesenvolvido, licenciado e bacharel em geografia na Universidade Federal de Sergipe (Brasil).

O autor tem experiência profissional em ensino, pesquisa e extensão nas seguintes Universidades: Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia e Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Atualmente é professor associado no Departamento de Geografia da Universidade Federal de Sergipe (UFS).

O autor tem as seguintes áreas de interesse: Geografia Humana, Geografia Urbana e em Estudos de Segregação Sócio Espacial (Portugal e Brasil). 

 

Série Editorial sobre Segregação Sócio-espacial em Contexto Urbano: Texto de apresentação

Face ao contexto actual de urbanização acelerada, são vários os desafios que se colocam ao desenvolvimento das cidades contemporâneas, de entre os quais aqueles que se relacionam com a urgência de novas políticas de gestão urbana, capazes de promover um urbanismo inclusivo que contribua para o surgimento de cidades socialmente mais coesas, integradas e justas. Assim, importa reforçar o conhecimento existente em torno das dinâmicas urbanas de segregação sócio- espacial. Este trabalho contribui para esta reflexão a partir de uma investigação que se singulariza por uma abordagem comparativa desenvolvida a dois níveis. Por um lado, trata-se de um estudo de geografia urbana que privilegia a comparação entre duas cidades (Braga em Portugal e Aracaju no Brasil), que embora se enquadrem em países diferentes e com culturas e realidades sócio- econômicas específicas, enfrentam ambas processos de segregação sócio-espacial no interior das suas malhas urbanas. Por outro lado, trata-se de um estudo que confronta simultaneamente a análise de dinâmicas espaciais distintas, quer a concentração de cidadãos de baixo nível sócio- económico (segregação imposta), quer a realidade oposta onde a homogeneidade sócio- económica de algumas bolsas territoriais se faz sentir pela presença exclusiva de cidadãos de altos rendimentos (auto-segregação).

O planeamento urbano e a manifestação dos processos de segregação sócio-espacial – Infohabitar # 880

Como vimos os problemas da segregação sócio-espacial estão intrinsecamente ligados ao processo histórico da urbanização mundial e de favorecimento da desigualdade social, avolumando-se estes problemas mais ainda no presente, com o crescente aumento demográfico e a concentração das populações em áreas urbanas e litorâneas. Mas historicamente, a segregação sócio-espacial também foi e é resultado de opções tomadas em planeamentos urbanos realizados no passado que, procurando resolver algumas prioridades acabaram indirectamente por favorecer a multiplicação de outos problemas urbanos. Como exemplo, podemos citar os autores Singer (1995) e Negri (2008), que descrevem suas teses demonstrando como este processo de reprodução e aprofundamento da segregação sócio-espacial se intensificou com o planeamento urbano. Na medida em que muitos dos planeamentos urbanos realizados seguiram diretrizes que foram traçadas visando especialmente o lucro e, portanto, para atender a interesses particulares de grupos dominantes existentes a nível mundial e sem uma devida preocupação e ambição de estruturação social, do que decorreu o surgimento de inúmeros contextos territoriais que se tornaram focos de segregação sócio-espacial.

Se pensarmos nos processos de exclusão social sentidos quotidianamente pelas populações que residem nos grandes bairros sociais construídos sobretudo a partir dos anos 1960 em muitos países europeus, verificamos como a segregação sócio-espacial, em muitos casos, decorreu de decisões governamentais tomadas no passado e até num presente bem próximo, na sequência de exercício de planeamentos induzidos com interesses específicos e que nunca tinham como verdadeiro objetivo a busca de soluções integradas para os problemas urbanos e nem tão pouco para resolver verdadeiramente as condições sociais e económicas das populações mais carenciadas. Governos locais de vários países têm promovido a utilização dos planos diretores urbanos como sendo fundamentais para a organização espacial urbana. Mas a questão é que na grande maioria dos casos, os planos diretores urbanos utilizados foram elaborados privilegiando os interesses de grupos que detêm o poder económico e político.

São diversos os exemplos da existência de manifestações de segregação sócio-espacial urbana, de algum modo promovidas por planeamentos urbanos inadequados, destacando-se neste capitulo apenas alguns que vêm ocorrendo na contemporaneidade. Muitos deles são inerentes ao modo de produção capitalista, em que as tentativas de implementação de operações urbanísticas de controle da segregação urbana não têm verdadeiramente uma função transformadora, mas quase sempre, reprodutora de desigualdades económicas e sociais. O que em termos geográficos se reflecte no incentivo à cidade dual, em que coexistem numa mesma cidade bairros problemáticos de concentração de população mais carenciada com condomínios fechados de luxo apenas para população de nível sócio económico elevado. Todavia e embora o planeamento com as suas opções e práticas tenha por vezes contribuído para estimular muitos dos contextos de segregação sócio espacial que caracterizam as nossas cidades, neste trabalho é revelado que o mesmo tem em si o potencial para igualmente contribuir positivamente para uma sociedade menos discriminatória e uma cidade menos dual.

Este potencial decorre do facto do planeamento urbano ser um desafio contínuo (Choay, 2003) através do qual se visa orientar o processo de expansão e desenvolvimento de uma cidade, estabelecendo directrizes diversas com vista a programar o uso, ocupação e transformação do solo, bem como a melhoria da infraestrutura e serviços essenciais à evolução das cidades e aos progresso das condições de vida e bem-estar das suas populações. O urbanismo sendo uma prática cujas origens se perdem no tempo, é sobretudo com a época moderna que se inicia a sua generalização com a profusão de planos para orientar o processo de transformação das cidades.

“..., manifesto minha filiação àqueles que entendem ser o urbanismo, em sua essência, um fenômeno da modernidade. Sem dúvida que desde há muito o homem planejava cidades – a planta em tabuleiro remonta há séculos -, mas o termo ‘urbanismo’, criado por sinal no início do século XX, designa mais do que isso. Nele se contêm as ideias de planeamento contínuo e sistemático, com perspectiva transformadora. (Choay, 2003, p.49).

Todavia, Choay (2003) apud Gomes (2006, p.10) descreve que a ideia da possibilidade de transformar a estrutura urbana da cidade, em paralelo com a intenção de preservar o meio ambiente e promover uma maior justiça social, é uma atitude mais contemporânea, que vislumbra a possibilidade de dar ao processo de transformação urbana uma função mais social, democrática e sustentável. Embora estas sejam ainda hoje metas difíceis de alcançar, de maneira efetiva, o planeamento urbano moderno e contemporâneo têm como princípio orientador no ordenamento jurídico que o suporta, fato que não ocorria nem existia até muito recentemente. Assim, na prática o planeamento urbano serviu na generalidade para perpetuar desigualdades sociais, ao ter privilegiado intervenções urbanísticas quase somente nas aéreas consideradas nobres, desvalorizando a atenção sobre a ‘verdadeira’ cidade, ou seja, canalizando menos investimento para as parcelas urbanas mais habitadas, onde ainda hoje, em muitos contextos, tende a não existir estrutura urbana adequada, como é o caso dos assentamentos humanos de cariz informal referidos na capítulo anterior (Garcia, 2013). Na sequência desta lógica de actuação que favorece as manifestações de segregação sócio-espacial, determinadas áreas da cidade se tornaram mais valorizadas que outras, reforçando-se assim a ideia de que o planeamento urbano sempre esteve e está a serviço da reprodução do status quo de uma sociedade sob a égide da estratificação social.

Este fato potencia a concentração de população de baixa renda, assim como o modelo de moradia segregada dos condomínios residenciais fechados, como forma dessa população se sentir protegida de um grupo social diferenciado que se encontra para além dos muros desses condomínios residenciais.

“Entre as novas formas de habitação, a mais atual e mais cobiçada é o chamado condomínio fechado, localização que auto-segrega seus moradores em relação ao restante da cidade, criando um tipo de cidadão que se volta contra a cidade e se desloca apenas em espaços privados para ir e vir de casa para o emprego, para as compras e para o lazer. (Sposito, 2008, p.127).

Este é um modelo de organização urbana em que a busca por segurança tem levado a formas de auto-segregação da população das classes mais abastadas, e em que a ‘prisão’ voluntária passa a ser comportamento dos privilegiados, uma vez que não se sentem à vontade para usarem e se apropriarem da sua cidade. Isto reforça mais ainda a tese de que os planeamentos urbanos e os planos diretores urbanos não estão cumprindo o papel que deveriam. Ou seja, o objectivo de tornar a cidade um espaço onde imperando a ordem estimula e promove o encontro e a partilha. Pelo contrário, com a efetivação deste modelo espacial de organização social, expresso pela coexistência numa mesma cidade de bairros carenciados das mais básicas infra- estruturas/equipamentos a par de condomínios fechados onde todas as comodidades estão garantidas, o que se verifica é que segundo Cruz (2003) atualmente estamos convivendo com o caos que progressivamente está se impondo sobre a ordem.

“Assistimos recentemente a uma inversão na teoria urbana. Se no modernismo assistimos a uma tentativa de suplantar o caos pela ordem, nas cidades contemporâneas, em oposição, podemos considerar a tentativa de impor o caos sobre a ordem. Esse estado caótico é o reflexo da prática e traduz-se numa tendência de encobrir e suplantar uma ordem difusa e implantada através de uma anarquia visível.” (Cruz, 2003, p.37).

Este caos é a consequência de uma cidade fragmentada, onde a parcela mais habitada da cidade é a mais desrespeitada. Neste contexto em que o caos está estabelecido e em que não se consegue mais resolver os problemas do crescimento desordenado e da segregação dos bairros e de suas populações, os detentores do poder urbano criam modelos de organização do espaço urbano que favorecem o aparecimento de áreas segregacionistas, de maneira que passam a ser considerados como ‘normais’ estes conflitos e considerados insolúveis. Este é um dos principais problemas urbanos que está sendo vivenciando na cidade contemporânea.

Privilegiando este modo de organização do espaço urbano que desvaloriza o sentido de comunidade, nas palavras de Cruz (2003) a cidade se tornou caótica e vem se tornando progressivamente mais ingovernável a cada novo planeamento urbano e plano diretor que é produzido dentro dos mesmos moldes conservadores e de reprodução do status quo, que apenas favorece a fragmentação urbana e a exclusão social. Um modelo de organização do espaço urbano que promove a estratificação social, em que os grupos mais abastados residem em espaços ‘fortificados’ e ilusoriamente protegidos dos que estão para lá dessas cercas e muros.

“A espiral de violência só pode ser detida dentro de um meio social e ambiental mais justo. A consciência da vulnerabilidade refletida nas grades, arame farpado e seguranças que protegem as casas dos ricos e não tão ricos, é um sintoma da insustentabilidade da situação atual. As diferenças que coexistem na Cidade Dual só podem ser mitigadas através do contato e do relacionamento entre os diversos grupos sociais que a habitam. O desafio é, portanto, criar espaços que valorizem as sinergias e a vitalidade possibilitadas pela heterogeneidade. A sinergia produzida pela mistura de atividades é o que permite aos indivíduos desenvolver um senso de comunidade.” (Hampf, 2004, p.04).

A realidade contemporânea de transformação urbana com a profusão de áreas segregacionistas reforça o aprofundamento da “cidade dual. Na sequência deste processo de urbanização parece tornar-se impossível que ocorra um equilíbrio na convivência entre classes sociais antagónicas. Mesmo assim e embora seja uma grande desafio, Hampf (2004) tende a acreditar no potencial do planeamento urbano para que se consiga devolver à cidade um senso de comunidade, onde as diferentes classes sociais possam viver em harmonia.

A seguir analisa-se o modo como diversos planeamentos urbanos inadequados provocaram e continuam provocando a segregação sócio-espacial. Mas explorando o potencial do planeamento urbano analisa-se também o modo como este por ser guiado por princípios mais democráticos, fundamentais para um desenvolvimento urbano socialmente mais justo e equilibrado nas cidades contemporâneas.

 

Notas:

Bibliografia geral (D a L)

Devido à natural extensão da bibliografía esta é, novamente, apresentada em diversos “blocos” sequenciais, reiniciando-se com a listagem de D a L.

  • Dalen, D. B. Van & Meyer, W. J. (1981). Manual de técnica de la investigación educacional,
  • Barcelona: Ediciones Paidós Hibérica.
  • Dal Pozzo, C. F. (2011). Territórios de autossegregação e de segregação imposta: fragmentação socioespacial em Marília e São Carlos. Dissertação de mestrado, Faculdade de Ciências e Tecnologia, Universidade Estadual Paulista, Presidente Prudente, Brasil.
  • Davis, M. (2006). Planet of Slums. Le pire des mondes possibles : de l'explosion urbaine au bidonville global. Paris: La Découverte.
  • Deaton, A. (2017). A grande saída: saúde, riqueza e as origens da desigualdade, Rio de Janeiro: Intrínseca.
  • De Bruyne, P. (1977). Dinâmica da pesquisa em ciências sociais: os pólos da prática metodológica, Rio de Janeiro: Editora Francisco Alves.
  • Demo, P. (2011). Praticar Ciência: metodologias do conhecimento científico, São Paulo: Saraiva.
  • Denzin, N. K. & Lincoln, Y. S. (Orgs.). (2006). O Planejamento da Pesquisa da pesquisa Quantitativa: teorias e abordagens, Porto Alegre: Artmed.
  • Diniz, D. N. L. (2009). Aracaju: a construção da imagem da cidade. Dissertação mestrado. São Paulo: Universidade de São Paulo (USP), Faculdade de Arquittura e Urbanismo (FAU).
  • Dowbor, L. (2014). Entender a desigualdade: reflexão sobre o capital no século XXI. In Bava, S. C. (Org.), Thomas Piketty e o segredo dos ricos, São Paulo: Veneta; Le Monde Diplomatique Brasil. pp.08-19.
  • Escorel, S. (1999). Vidas ao léu: trajetórias de exclusão social, Rio de Janeiro: Fiocruz. 350
  • Faria, L. (2009). Planejamento estratégico, estatuto da cidade e Plano Diretor: métodos e instrumentos de organização e gestão do espaço urbano. Revista On Line: Caminhos da Geografia, 10(32), 162-170. Dez.
  • Feitosa, C. O. (2006). Reflexões Acerca do Urbano em Sergipe. Revista Econômica do Nordeste, Fortaleza, v. 37, nº 3, julho-setembro.
  • Fernandes, M. G. (2008). Urbanismo contemporâneo e morfologia urbana nas cidades do norte de Portugal (1852-1926). Cidades. Presidente Prudente: GEU, 8(5), 329-354.
  • Fernandes. C. M. Á. (2015). Processos de melhoria social: a requalificação do Bairro Social de Santa Tecla. Braga. Dissertação de Mestrado Ciclo de Estudos Integrados Conducentes ao Grau de Mestre em Arquitectura, Universidade do Minho, Portugal.
  • Fernandes, A. (2019). O paradoxo de uma política urbana que combate e estimula a pobreza e a exclusão social. O Bairro Social de Santa Tecla em Braga. Dissertação de Mestrado Mestrado em Geografia - Área de especialização em Planeamento e Gestão do Território. Braga. Universidade do Minho.
  • Ferreira, Á. (2011). A cidade no século XXI: segregação e banalidade do espaço. (2ª ed.). Rio de Janeiro: Consequência.
  • Flores, C. (2008). Segregação residencial e resultados educacionais na cidade de Santiago do Chile, In Ribeiro, L. C. de Q.; Kaztman, R. (Org.). A cidade contra a escola? Segregação urbana e desigualdades educacionais em grandes cidades da América Latina. (pp. 145-179). Rio de Janeiro: Letra Capital..
  • França, V. L. A. (1999). Aracaju: Estado & Metropolização. São Cristóvão: Editora UFS. Freitag, B. (2012). Teoria das cidades. (4ª ed.). Campinas: Papirus.
  • Galvão, A. C. F. (2002). Epistemologia Ambiental. (3ª ed.). São Paulo: Cortez.
  • Galvão, A. C. F. (2005). Para pensar uma Política Nacional de Ordenamento Territorial, Brasília: Ministério da Integração Nacional. 351
  • Garcia, L. I. G. (2013). Os bairros de lata: Projectar “para e com” os pobres. Um caso de estudo na Nicarágua. Dissertação de mestrado, Instituto Técnico Lisboa.
  • Gaspar, R. C. (2009). A cidade na geografia econômica Global: um panorama crítico da urbanização contemporânea. São Paulo: Publisher Brasil.
  • Geddes, P. (1994). Cidades em evolução. Campinas: Papirus.
  • Germer. C. M. (2009). Marx e o papel determinante das forças produtivas na evolução social.
  • Revista Crítica Marxista, 29, 75-95.
  • Gil, A. C. (1999). Métodos e técnicas de pesquisa social. São Paulo: Atlas.
  • Girola, M. F. & Thomasz, A. G. (2015) De los medios a las mediaciones Experiencias de segregación urbana en viviendas sociales de la ciudad de Buenos Aires. Revista Questión, 1 (46), 360-375. abril-junio.
  • Goldman, S. (Coord.). (2014). O mundo não tem mais tempo a perder: apelo por uma governança mundial solidária e responsável, Rio de Janeiro: Civilização Brasileira.
  • Gomes, M. P. C. (2006). O Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano: após o Estatuto da Cidade, Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor.
  • Gorender, J. (2004). Globalização e trabalho, In Schiffer, S. (Org.). Globalização e Estrutura Urbana. (pp. 49). São Paulo: Hucitec: Fapesp.
  • Goulart, J. O., Terci, E. T. & Otero, E. V. (2016). Segregação socioespacial e política urbana em cidades médias no Brasil contemporâneo (2001-2011), Caderno CRH, Salvador, 29(78), 553-570. Set./Dez.
  • Gray, D. E. (2012). Pesquisa no mundo real. (2a. ed.). Porto Alegre: Penso.
  • Guerra, I. (2009). Europa e Políticas Habitacionais. Mudanças em curso. Revista Cidades, Comunidades e Territórios, 17, 47-61. 352
  • Guimarães, P. (2016). A eficácia dos projectos especiais de urbanismo comercial: evidências de Braga. Lisboa: Finisterra, LI, 102, 47-64.
  • Haesbaert, R. (2005). Desterritorialização, Multiterritorialidade e regionalização, In Galvão, A. C.
  • F. Para pensar uma Política Nacional de Ordenamento Territorial, anais da oficina sobre a Política Nacional de Ordenamento Territorial, (pp.15-28). Brasília: Ministério da Integração Nacional.
  • Haesbaert, R. (2006). Ordenamento territorial, Boletim Goiano de Geografia, 26(1), jan/jun. Goiânia: UFG - Instituto de estudos Sócio-Ambientais, pp.117-124.
  • Haesbaert, R. e Porto-Gonçalves, C. W. (Orgs.). (2006). A Nova Desordem Mundial. (2ª. ed.). São Paulo: UNESP.
  • Hale, K. (2015). Jean Ziegler e a geopolítica da fome (Jean Ziegler and hunger geopolitics), Serv. Soc. Soc., São Paulo, 122, 381-386, abr./jun. Consultado em 10-12-2018. http://www.scielo.br/pdf/sssoc/n122/0101-6628-sssoc-122-0381.pdf.
  • Hall, P. (2016).Cidades do amanhã: uma história intelectual do planejamento e do
  • projeto urbano no século XX. (4. Ed.). São Paulo:Perspectiva.
  • Hampf, M.T. (2004). A cidade dual: sua interpretação no sul. Vitruvius. Textos. Ano 04.
  • Harari, Y. N. (2017). Uma breve história da humanidade. (28ª. ed.). Porto Alegre, RS: L&PM. Hardoon, D. (2015). Wealth: having it all and wanting more. Oxford: Oxfam International
  • Helbing, D. (2014). Group Segregation and Urban Violence, American Journal of Political Science, 58(1), 226-245. January.
  • Holston, J. (2013). Cidadania insurgente: disjunções da democracia e da modernidade no Brasil.
  • São Paulo: Companhia das Letras.
  • IBGE (2010). Sinópse do Censo Demográfico – 2010. Rio de Janeiro: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.
  • IBGE (2012). Faixas de renda da população brasileira- Cinco faixas de renda. Rio de Janeiro: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.
  • IBGE (2017). Classificação e caracterização dos espaços rurais e urbanos do Brasil: umaprimeira aproximação. Rio de Janeiro: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.353
  • IBGE (2017). Síntese de indicadores sociais: uma análise das condições de vida da população brasileira:
  • Rio de Janeiro: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (Coordenação de População e Indicadores
  • Sociais).
  • Ianni, O. (1996). A era do Globalismo. (2ª ed.). Rio de Janeiro: Civilização Brasileira.
  • Ianni, O. (1999). Nacionalismo, regionalismo e globalismo, In: Bolaño, C. R. S. Globalização e regionalização das comunicações, São Paulo: EDUC - Universidade Federal de Sergipe. pp.01-08.
  • INE (2018a). Anuário Estatístico de Portugal. Lisboa: Instituto Nacional e Estatística.
  • INE (2018b). Destaque-Informação à comunicação social. Estimativa da população residente em Portugal-2017. Lisboa: Instituto Nacional e Estatística.
  • IPEA (2001a). Configurações atuais e tendências da rede urbana. Brasília: Instituto de Pesquisas Econômicas e Aplicadas.
  • IPEA (2001b). Caracterização e tendências da rede urbana do Brasil: redes urbanas regionais - sudeste. Brasília: Instituto de Pesquisas Econômicas e Aplicadas.
  • IPEA(2011). Retrato das desigualdades de gênero e raça / Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada. Brasília: Instituto de Pesquisas Econômicas e Aplicadas.
  • Jorge, M. A. (2015). Homicídios no Brasil e Sergipe: Uma análise sob a ótica da economia do crime. Aracaju: Editora Diário Oficial do Estado de Sergipe.
  • Kissack, R. (2013). Introducción: ciudades y espacios urbanos en la política internacional, Revista CIDOB d’Afers Internacionals, Barcelona, 104, 7-18, Diciembre.
  • Lamas, J. M. R. G. (2004). Morfologia urbana e desenho da cidade. (3ª ed.). Porto: Fundação Calouste Gulbenkian/Fundação para a Ciência e Tecnologia.
  • Lara, F. L. (2016). A arquitetura moderna brasileira e o automóvel: o casamento do século. Capítulo 06. In: Cidade e movimento: mobilidades e interações no desenvolvimento urbano / 354
  • organizadores: Renato Balbim, Cleandro Krause, Clarisse Cunha Linke – Brasília: Ipea: ITDP, 326 p.
  • Lavinas, L. (2015). Brasil 2000: Mais consumo, pouca redistribuição, In Souza, P. de (Org.). Brasil, sociedade em movimento, São Paulo: Paz e Terra. pp.03-21.
  • Leff, E. (2001). Saber Ambiental: Sustentabilidade, racionalidade, complexidade, Poder (4ª ed.). Petrópolis: RJ.Vozes.
  • Lefebvre, H. (2001). O direito à cidade. São Paulo: Centauro.
  • Lemos, A. I. G. (2003). (Org..). Dilemas urbanos: novas abordagens sobre a cidade. São Paulo: Contexto.
  • Lenin, V. I. (1984). Imperialismo: Fase Superior do Capitalismo. Lisboa – Moscovo: Progresso.
  • Lessard-Hébert, M. et al. (2008). Investigação Qualitativa: Fundamentos e Práticas, (3ª ed.). Lisboa: Instituto Piaget.
  • Lima, I. (2009). A geopolítica da favela: desafios atuais da justiça territorial no Rio de Janeiro.
  • Revista Cidades, 3(22), 05-40.
  • LNEC – Laboratório Nacional de Engenharia Civil (2011). “Mistura Social”: uma referência europeia partilhada?. Lisboa: Laboratório Nacional de Engenharia Civil. http://repositorio.lnec.pt:8080/bitstream/123456789/1003124/2/Rel%20434_11%20dspace. pdf(15/10/2016)
  • Loureiro, K. A. S. (1983). A Trajetória urbana de Aracaju em tempos de interferir. Aracaju: Instituto de Economia e Pesquisa – INEP.
  • Lojkine, J. (1997). O estado capitalista e a questão urbana. São Paulo: Martins Fontes.
  • Luhr, V. (2007). Repensar a Cidade e seu Futuro. Revista Estudos Avançados, São Paulo, 21(60), maio-ago. 355


Notas editoriais gerais: 

(i) Embora a edição dos artigos editados na Infohabitar seja ponderada, caso a caso, pelo corpo editorial, no sentido de se tentar assegurar uma linha de edição marcada por um significativo nível técnico e científico, as opiniões expressas nos artigos e comentários apenas traduzem o pensamento e as posições individuais dos respectivos autores desses artigos e comentários, sendo portanto da exclusiva responsabilidade dos mesmos autores.

(ii) No mesmo sentido, de natural responsabilização dos autores dos artigos, a utilização de quaisquer elementos de ilustração dos mesmos artigos, como , por exemplo, fotografias, desenhos, gráficos, etc., é, igualmente, da exclusiva responsabilidade dos respetivos autores – que deverão referir as respetivas fontes e obter as necessárias autorizações. 

(iii) Para se tentar assegurar o referido e adequado nível técnico e científico da Infohabitar e tendo em conta a ocorrência de uma quantidade muito significativa de comentários "automatizados" e/ou que nada têm a ver com a tipologia global dos conteúdos temáticos tratados na Infohabitar e pelo GHabitar, a respetiva edição da revista condiciona a edição dos comentários à respetiva moderação, pelos editores; uma moderação que se circunscreve, apenas e exclusivamente, à verificação de que o comentário é pertinente no sentido do teor editorial da revista; naturalmente , podendo ser de teor positivo ou negativo em termos de eventuais críticas, e sendo editado tal e qual foi recebido na edição.

 

O planeamento urbano e a manifestação dos processos de segregação sócio-espacial – Infohabitar # 880

Artigo VIII da série editorial da Infohabitar “Segregação sócio-espacial em contexto urbano. Um estudo comparativo entre Braga - Portugal e Aracaju-Brasil”. A presente série editorial integra uma sequência de capítulos da tese de doutorado de Anselmo Belém Machado intitulada “Segregação sócio-espacial em contexto urbano, através de um estudo comparativo entre Braga - Portugal e Aracaju-Brasil”, adaptada, pelo respetivo autor, especificamente, para esta iniciativa editorial na Infohabitar.

 

Infohabitar, Ano XIX, n.º 880

Edição: quarta-feira, 25 de outubro de 2023

Infohabitar

Editor: António Baptista Coelho, Investigador Principal do LNEC

abc.infohabitar@gmail.com, abc@lnec.pt

A Infohabitar é uma Revista do GHabitar Associação Portuguesa para a Promoção da Qualidade Habitacional Infohabitar – Associação atualmente com sede na Federação Nacional de Cooperativas de Habitação Económica (FENACHE) e anteriormente com sede no Núcleo de Arquitectura e Urbanismo do LNEC.

Apoio à Edição: José Baptista Coelho - Lisboa, Encarnação - Olivais Norte.