quarta-feira, março 25, 2026

Compreender o presente e pensar o futuro da habitação de interesse social portuguesa à luz do passado – Infohabitar # 970

Compreender o presente e pensar o futuro da habitação de interesse social portuguesa à luz do passado – Infohabitar # 970

Informa-se que para aceder (fazer download) do mais recente Catálogo Interativo da Infohabitar, que está tematicamente organizado em mais de 20 temas e tem links diretos para os 960 artigos da Infohabitar, existentes em janeiro de 2025 (documento pdf ilustrado e com mais de 80 pg), usar o link seguinte:

https://drive.google.com/file/d/1FGRm5wfskdl54Lf7BhoDTmojcBDiveSf/view?usp=sharing

Infohabitar , ano XXII, n.º 970

Edição: quarta-feira 25 de Março de 2026

Editorial

Caros leitores da Infohabitar, mais uma semana em que não voltamos ao nosso atual processo de conclusão do estudo e divulgação sobre habitação intergeracional.

Continuamos então, esta semana, no que corresponde a uma periódica abordagem à natureza que se julga dever ter a nova habitação de interesse social (HIS) que ainda muito falta em Portugal.

O artigo faz uma supersíntese da nossa história recente de cerca de 100 anos do que foi feito em HIS e do que pode caraterizar o que falta fazer e o que terá, sempre, de ir sendo feito.

Lembrando-se, sempre, a abertura da Infohabitar a propostas de novos artigos,

enviam-se saudações a todos e desejam-se boas leituras.

António Baptista Coelho

Editor da Infohabitar

Lisboa 25 de março de 2026

 


Fig. 01: Um exemplo entre muitos possíveis da década de 1960, um dos numerosos edifícios com projeto dos Arquitectos Pedro Cid e Fernando Torres em Olivais Norte, Lisboa, uma solução exemplar de como é possível fazer excelente Arquitectura com uma bem evidente e grande regularidade, simplificação e consequente economia do respectivo edificado, mais uma excelente solução de fortíssima escala humana e de muito adequada relação dos habitantes com um exterior público bem delimitado e naturalizado; a Arquitectura excelente pode ser formale aparentemente “simples”, mas tem que ter uma concepção extremamente apurada – nota-se, ainda, que esta solução habitacional integra a então Categoria II de habitação “Económica”, e existiam nas Habitações Económicas quatro categorias, crescendo em áreas da I para a IV e sendo a II a mais semelhante às atuais áreas recomendadas para a Habitação a Custo Controlado. (fotografia atual do autor do artigo, cópia da planta retirada da Revista Arquitectura n.º 81, “Olivais Norte”, Março de 1964)

Compreender o presente e pensar o futuro da habitação de interesse social portuguesa à luz do passado – Infohabitar # 970

1. Breve introdução ao artigo sobre compreender o presente e pensar o futuro da habitação de interesse social portuguesa à luz do passado

O presente artigo onde se desenvolve uma aproximação às características que se julga dever ter a nova habitação de interesse social (HIS) que ainda muito falta em Portugal está dividido em duas partes que como verão são tão curtas como extremamente ambiciosas.

. Numa primeira parte sintetizo os três períodos temporais que marcaram a “habitação para o maior número” em Portugal – sendo esta uma excelente definição do amigo Nuno Teotónio Pereira; e procuro apontar os respetivos aspetos mais e menos positivos.

. Numa segunda parte caraterizo a .importância que tem a aplicação de uma verdadeira qualidade arquitectónica residencial neste tipo de promoção; e aponto alguns aspetos práticos que considero muito úteis se quisermos avançar nessa qualidade.

2. Compreender o presente e pensar o futuro da habitação de interesse social à luz do passado

Passando desde já à primeira parte, mais histórica, ela justifica-se pois é fundamental anular os ciclos viciosos feitos de más soluções residenciais e tábuas rasas sem sentido que querem fazer esquecer práticas habitacionais que já provaram ser de referência. E aliás ao estar, atualmente, a arquivar a minha biblioteca encontrei nas capas de excelentes monografias do Le Monde/La Vie uma frase bem a propósito: “compreender o presente à luz do passado”. Por isso avanço para uma brevíssima viagem pelos principais três períodos de cerca de 100 anos de habitação de interesse social em Portugal.

1.º Período da habitação de interesse social portuguesa

No primeiro período as primeiras iniciativas de habitação de interesse social construíram algumas centenas de fogos, até à criação, em 25 de abril de 1946, de uma entidade designada por Habitações Económicas muito ligada à atividade de Nuno Teotónio Pereira;  seguiu-se um importante quarto de século e cerca de 35.000 fogos de habitação pública promovidos por esta entidade, pelo Gabinete Técnico de Habitação (GTH) de Lisboa e pela Câmara Municipal do Porto, até cerca de 1969: destacam-se os bairros de Alvalade e Olivais em Lisboa, bem como as vizinhanças do Plano de Salubrização das 'Ilhas' do Porto, e os chamados pequenos Alvalades (por exemplo em Matosinhos e em Évora), bem como  outras pequenas intervenções residenciais disseminadas pelo País, e que são, ainda hoje, referências de integração social e de verdadeira qualidade urbana e arquitectónica, muito diversificadas, humanizadas e atualmente bem valorizadas – e esta sua atual valorização corresponde ao que todos desejamos venha a ser a nova habitação de interesse social no futuro: uma excelente contribuição para a sociedade e para a cidade e nunca a periódica ativação de problemas sociais e urbanos (como infelizmente por vezes acontece).

2.º Período da habitação de interesse social portuguesa

Depois, no nosso segundo período de promoção de habitação de interesse social, tivemos cerca de uma década de forte centralização e uniformização projetual com o Fundo de Fomento da Habitação (FFH), com cerca de 42.000 fogos, muitos com projetos-tipo que são sempre discutíveis, e alguns mesmo de má memória, como em Chelas, Lisboa, um bairro que muito precisava de ser totalmente regenerado e redensificado, evidentemente, de forma faseada e estratégica e que deste modo iria permitir a integração de um número de novos fogos que se julga poderia ser extremamente significativo.

Mas o FFH também teve experiências de projecto importantes como as desenvolvidas pelo Arq Justino de Morais, promoveu estudos incontornáveis, com a parceria dos então excelentes Grupos de Estudo Ministeriais e do saudoso Núcleo de Arquitetura (NA e depois Núcleo de Arquitectura e Urbanismo, NAU) do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC), na altura coordenado por Nuno Portas, e lançou bases para as futuras Recomendações Técnicas para Habitação Social (RTHS) associadas à fundação do Instituto Nacional de Habitação (INH) em 1984, para além de ter assegurado a Cooperação Luso-Sueca habitacional que apoiou o início do novo movimento cooperativo habitacional português, naturalmente, já no pós 25 de Abril.

Neste período de promoção e até ao 25 de Abril temos portanto uma promoção habitacional centralizada e uniformizada, que não deixou boas memórias, havendo no entanto interessantes e positivas exceções.

Numa segunda parte deste segundo período promocional e após o 25 de Abril, o país enfrentava um défice habitacional de meio milhão de fogos; surge o Serviço de Apoio Ambulatório Local (SAAL), um programa inovador em muitos aspetos, mas com impacto reduzido no tempo e na quantidade de habitação produzida; e a  seguir, até cerca de 1984, vivemos o chamado “período dourado” das cooperativas de habitação económica, cuja história, tanto qualitativa como quantitativa, muito merece ser aprofundada e ilustrada, estando cheia de excelentes conjuntos arquitetonicamente muito qualificados e inovadores.

3.º Período da habitação de interesse social portuguesa

No terceiro e último período de promoção de habitação de interesse social, temos cerca de 30 anos de intervenções enquadradas pelo INH, criado em 1984 em tempos de Bloco Central, que mudou de nome para IHRU e cuja ação se foi gradualmente reduzindo até antes da crise de 2018.

Este foi, na minha opinião, um excelente período da habitação de interesse social portuguesa, com a participação ativa de cooperativas, municípios e empresas, cada uma delas assegurando, de certo modo, uma parte da estratégica diversificação da promoção.

E neste período, que incluiu o Plano Especial de Realojamento (PER), foram criados mais de 200.000 fogos, que, por regra, souberam conjugar bom desenho, diversidade formal, pequena escala, custos controlados, construção apurada e uma adequada gestão local; num modelo de promoção habitacional que foi determinante para a exemplar desmultiplicação da habitação de baixo custo, garantindo-se a sua qualidade, sustentabilidade e mesmo valor cultural; e destaque-se aqui a ação do INH e a incontornável Escola do seu Prémio anual, que visitou e discutiu, em cada local, ao longo de cerca de 25 anos cerca de 1/3 de toda a promoção financiada pelo Instituto em mais de 700 reuniões locais de discussão e análise dos conjuntos acabados. Nem tudo foi bom, é claro, mas penso que neste período a regra é positiva e as exceções são negativas e ligam-se sempre a situações de excesso de fogos concentrados, repetição excessiva dos respetivos edifícios e casos de inadequação dos edifícios aos moradores. E na ação do INH foi incontornável a atividade dos Engenheiros Hermano Vicente e do saudoso Defensor de Castro.

As cooperativas da Federação Nacional de Cooperativas de Habitação Económica (FENACHE), estiveram no centro de todo este último período de promoção, com um trabalho muito sério e consistente no qual é essencial salientar a ação de vários dirigentes com destaque para Guilherme Vilaverde, para o saudoso Barreiros Mateus e para Orlando Vargas e o atual presidente da FENACHE Manuel Tereso.

E as cooperativas atuaram e atuam em várias frentes, do desenho arquitetónico, à criação de vizinhanças bem equipadas, à satisfação dos moradores e a uma gestão urbana inovadora, visando o objetivo de criar espaços para todos, mas com a qualidade que qualquer um de nós deseja para si próprio; e esta é uma “prova dos nove” ou uma “verificação” que os diversos responsáveis por promoções de habitação de interesse social poderiam e deveriam fazer, sempre e de forma metódica, sempre que chamados a contribuir para o respetivo desenvolvimento: será que eu e a minha família gostaríamos de viver neste sítio, neste edifício e nesta habitação?

 


Fig. 02: Um outro exemplo entre muitos possíveis da década de 1960, também em Olivais Norte, Lisboa, e neste caso uma das pequenas e muito humanizadas “torres” onde se aplicou um projecto dos Arquitectos Nuno Teotónio Pereira, António Pinto Freitas e Nuno Portas (painel em relevo), e do eng Ruy Gomes; uma solução também exemplar em variados aspetos,com destaque para os amplos patins comuns, pavimentados a calçada portuguesa e marcados por obras de arte (feitas de modo económico e diferentes em cada piso), que são “espaços de encontro”, que prolongam o exterior para um interior semi-privado em cada patim que dá acesso a uma grande diversidade tipológica por piso (1 t3, 2 t2, 1 t1); e exteriormente é uma belíssima “peça urbana”, que no seu conjunto mereceu o Prémio Valmor, um Prémio Valmor para Habitação de Interesse Social – e uma solução que também é de Categoria II. (fotografia atual do autor do artigo, cópia da planta retirada da Revista Arquitectura n.º 81, “Olivais Norte”, Março de 1964)

2. Aplicar uma verdadeira qualidade arquitectónica à nova habitação de interesse social

Passo agora de forma extremamente rápida às segunda e última parte deste artigo, defendendo a aplicação de uma verdadeira qualidade arquitectónica residencial neste tipo de promoção e apontando, depois, alguns aspetos práticos julgados importantes para a atingirmos.

A qualidade residencial é uma moeda que numa face tem de assegurar a qualidade do desenho, e na outra preparar e maximizar a satisfação da maioria dos moradores.

O grande Charles Moore escreveu que a complexidade da concepção residencial aumenta muito quando subimos nas escalas humana e urbana, quando passamos de uma habitação para um pequeno conjunto de fogos e aumentando, depois, ainda muito mais quando se projeta um número grande de habitações; e se juntarmos a esta dificuldade básica e natural, mas talvez ainda pouco assumida, as questões de se ter de fazer com pouco dinheiro e se ter de trabalhar visando grupos sociais sensíveis: então entende-se que a boa habitação de interesse social exige mesmo muito dos seus arquitectos e dos seus promotores.

Outro aspeto fundamental é a qualidade da construção aliada à facilidade de manutenção, porque os futuros moradores terão modos de vida diversos, e não podemos aceitar soluções que levem a reabilitações frequentes e dispendiosas; e aqui a  promoção cooperativa habitacional esteve na linha da frente, combinando boas soluções construtivas com uma gestão de proximidade eficaz e humana.

Hoje em dia, a promoção de habitação de interesse social enfrenta também, novamente, grandes desafios quantitativos. E para agravar a situação o processo de promoção habitacional tornou-se complexo, sendo vital simplificar radicalmente a regulamentação, reduzir a burocracia e reforçar uma cuidada responsabilização técnica, que tenha em conta um essencial perfil curricular habitacional. E tanto as Habitações Económicas em 1950 como o INH em 1990 demonstraram, durante muitos anos, ser possível apoiar e certificar eficazmente todo o processo. Sabemos que não é fácil fazer habitação de interesse social em grande quantidade e com qualidade, mas muitas cooperativas fizeram-no, e muitos municípios e algumas empresas também, quando bem enquadradas pelos respetivos municípios.

Termino com aspetos práticos essenciais para a melhor qualidade arquitectónica na habitação para o maior número, conjuguei-os em dois grandes parágrafos: primeiro os que devem ser evitados e, depois, os que devem ser privilegiados; evidentemente que não fui exaustivo e que estes aspetos resultam da análise histórica anterior:

Aspetos considerados negativos e a evitar/anular

Promoção estatal centralizada; excessiva uniformidade projetual; repetição de projectos-tipo; grandes concentrações de realojamento; edifícios com muitas famílias; edifícios inadequados a variados grupos socioculturais e etários – por exemplo sabemos o custo dos ascensores e as suas constantes avarias, podendo ser melhor edifícios mais baixos, ainda que não previstos no PDM –; desenho exterior com estigmas formais associáveis a habitação de baixo custo; reduzida durabilidade; espaços exteriores inacabados; ou sem forma e sem usos; habitações pouco adaptáveis a diversos usos e apropriações; dimensionamentos interiores mínimos; má ventilação natural; maus isolamentos; gestão local ausente ou ineficaz; etc.

Aspetos considerados positivos e a favorecer/apoiar

Passando aos aspetos a favorecer e, naturalmente, tentando não repetir excessivamente os aspetos opostos aos anteriormente referidos, teremos: privilegiar uma qualidade o mais possível garantida pelo projeto, por exemplo através de escolha marcada pelo respetivo currículo e matizada pelo número de fogos a atribuir em cada conjunto; privilegiar a capacidade de diálogo técnico e humano dos projetistas; favorecer promoções descentralizadas e com responsabilidade delegada, por exemplo em municípios, cooperativas e empresas autonomizadas ou associadas a municípios; revisão, atualização, simplificação e unificação do corpo recomendativo aplicável – e aqui há que lembrar a qualidade das RTHS iniciais, magistralmente coordenadas pelo grande amigo Arq.º António Reis Cabrita em 1983 - alguém a quem a investigação teórico-prática em Arquitectura e Habitação muito deve e que foi Chefe do saudoso NAU do LNEC durante 20 anos; assegurar excelentes condições de orientação solar e de iluminação natural; não fazer fogos com menos área mas sim mais fogos com tipologias pequenas (ex. T0 e T1); controlo das dimensões mínimas (pois estas são frequentemente responsáveis pela crítica ausência de adaptabilidade); promover a diversidade tipológica dos fogos (ex. T0/1, T1/2, T2/3); promover a adaptabilidade no uso e apropriação dos fogos; cuidados especiais com a durabilidade e segurança dos espaços comuns; boa integração urbana usando-se os vazios urbanos subaproveitados ou mesmo inúteis e redensificando-se áreas estrategicamente infraestruturadas, novamente à revelia do PDM; boa relação com a natureza; existência de espaços exteriores realmente úteis e estimulantes; adequada preparação e apoio da gestão de proximidade, etc.

 

Conclusões ficam para outros artigos, até, porque estas temáticas podem e devem ter um tratamento diversificado e periódico, ganhando sempre muito com uma sua abordagem baseada em casos concretos e de referência; e especialmente com opiniões de muitos autores que aqui, amigavelmente, se desafiam a editar na Infohabitar,

 

Notas editoriais gerais:

(i) Embora a edição dos artigos editados na Infohabitar seja ponderada, caso a caso, pelo corpo editorial, no sentido de se tentar assegurar uma linha de edição marcada por um significativo nível técnico e científico, as opiniões expressas nos artigos e comentários apenas traduzem o pensamento e as posições individuais dos respectivos autores desses artigos e comentários, sendo portanto da exclusiva responsabilidade dos mesmos autores.

(ii) No mesmo sentido, de natural responsabilização dos autores dos artigos, a utilização de quaisquer elementos de ilustração dos mesmos artigos, como , por exemplo, fotografias, desenhos, gráficos, etc., é, igualmente, da exclusiva responsabilidade dos respetivos autores – que deverão referir as respetivas fontes e obter as necessárias autorizações.

(iii) Para se tentar assegurar o referido e adequado nível técnico e científico da Infohabitar e tendo em conta a ocorrência de uma quantidade muito significativa de comentários "automatizados" e/ou que nada têm a ver com a tipologia global dos conteúdos temáticos tratados na Infohabitar e pelo GHabitar, a respetiva edição da revista condiciona a edição dos comentários à respetiva moderação, pelos editores; uma moderação que se circunscreve, apenas e exclusivamente, à verificação de que o comentário é pertinente no sentido do teor editorial da revista; naturalmente , podendo ser de teor positivo ou negativo em termos de eventuais críticas, e sendo editado tal e qual foi recebido na edição.

(iv) Brevemente haverá novidades no sentido do gradual, mas expressivo, incremento das exigências editoriais da Infohabitar, da diversificação do seu corpo editorial e do aprofundamento da sua utilidade no apoio à qualidade arquitectónica residencial, com especial enfoque na habitação de baixo custo.

 

Compreender o presente e pensar o futuro da habitação de interesse social portuguesa à luz do passado – Infohabitar # 970

Informa-se que para aceder (fazer download) do mais recente Catálogo Interativo da Infohabitar, que está tematicamente organizado em mais de 20 temas e tem links diretos para os 960 artigos da Infohabitar, existentes em janeiro de 2025 (documento pdf ilustrado e com mais de 80 pg), usar o link seguinte:

https://drive.google.com/file/d/1FGRm5wfskdl54Lf7BhoDTmojcBDiveSf/view?usp=sharing

Infohabitar, ano XXII, n.º 970

Edição: quarta-feira 25 de Março de 2026

Editor: António Baptista Coelho

Arquitecto/ESBAL – Escola Superior de Belas Artes de Lisboa –, doutor em Arquitectura/FAUP – Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto –, Investigador Principal com Habilitação em Arquitectura e Urbanismo pelo LNEC.

abc.infohabitar@gmail.com

 Os aspetos técnicos do lançamento da Infohabitar e o apoio continuado à sua edição foram proporcionados por diversas pessoas, salientando-se, naturalmente, a constante disponibilidade e os conhecimentos técnicos do doutor José Romana Baptista Coelho.

Revista do GHabitar (GH) Associação Portuguesa para a Promoção da Qualidade Habitacional Infohabitar – Associação com sede na Federação Nacional de Cooperativas de Habitação Económica (FENACHE).

Sem comentários :