domingo, junho 19, 2016

587 - Temas do 4.º CIHEL


Infohabitar, Ano XII, n.º 587

Site do 4.º CIHEL – www.4cihel2017.ubi.pt

Temas do 4.º CIHEL

Temas do 4.º Congresso Internacional da Habitação no Espaço Lusófono – 4.º CIHEL – na Universidade da Beira Interior (UBI), na Covilhã, de 7 a 10 de março

Esta semana, aqui na Infohabitar, continua a divulgação do 4.º Congresso Internacional da Habitação no Espaço Lusófono – 4.º CIHEL – a realizar na Universidade da Beira Interior (UBI), na Covilhã, de 7 a 10 de março de 2017.
O 4.º CIHEL integra a Semana do Congresso Internacional da Habitação no Espaço Lusófono 2017 – a Semana CIHEL2017 – que decorrerá de 5 a 10 de março de 2017, globalmente dirigida para o tema geral “A Cidade Habitada”; uma semana que associa as 1as Conferências CIHEL, no Porto, de 5 a 6 de março, e o 4.º Congresso Internacional da Habitação no Espaço Lusófono – 4.º CIHEL – na Universidade da Beira Interior (UBI), na Covilhã, de 7 a 10 de março. 


Entre o domingo 5 de março e a sexta-feira 10 de março de 2017, preenchendo a semana a seguir ao Carnaval, logo no início do ano académico em alguns países da lusofonia – como Angola, Brasil e Moçambique – e no início do 2.º Semestre em outros países lusófonos, como Portugal, a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) vai encontrar-se, novamente, no Congresso Internacional da Habitação no Espaço Lusófono (CIHEL), já na sua quarta edição, para discutir, em português, as temáticas do habitat humano, desta vez sobre o tema global: “A CIDADE HABITADA”.
O CIHEL, na sua quarta edição, tem como principais organizadores a Câmara Municipal do Porto (CMP) e a Universidade da Beira Interior (UBI), estando a agregar muitas outras participações, que serão em breve devidamente divulgadas, também aqui na Infohabitar.

Datas importantes do 4.º CIHEL


  •           15 de junho de 2016: abertura da chamada/call de resumos de Comunicações/papers, a realizar segundo modelo disponível no site do Congresso (idêntico ao usado no 2.º CIHEL).
  • .         5 de setembro de 2016: fecho da receção de resumos de Comunicações/papers.
  • .         Até 15 de setembro de 2016: conclusão da notificação de aceitação ou rejeição de resumos de Comunicações/papers.
  • .         15 de setembro a 15 de novembro de 2016: envio das comunicações completas, segundo o modelo disponível no site do Congresso (idêntico ao usado no 2.º CIHEL e que disponibiliza um guia simplificado para apresentação da comunicação).
  • .       15 de outubro de 2016: abertura das inscrições a preço reduzido – a realizar de acordo com intruções a disponibilizar no site do Congresso.
  • .         Até 1 de dezembro de 2016: notificação da aceitação final ou de recomendações de revisão das comunicações completas.
     Nota: a notificação da aceitação final ou da recomendação de revisão poderá        ser feita muito antes de 15 de dezembro de 2016.
  • .        15 de dezembro de 2016: data limite para receção das comunicações que tenham sido revistas e inscrição dos autores de comunicações.
  • .        15 de janeiro de 2017: data limite para inscrições a preço reduzido.

Descarregue aqui o template/guia do resumo a apresentar ao 4.º CIHEL

https://drive.google.com/file/d/0B07ghAdgYgJTYncxVS1nZzdTWkE/view?usp=sharing


Temas do 4.º CIHEL

O 4.º CIHEL irá proporcionar a discussão do tema/título geral “A CIDADE HABITADA”, e será estruturado nas seguintes seis matérias principais: assentamentos humanos, modos de habitar, modelos de urbanização nos espaços da lusofonia, novas territorialidades e áreas de alta e baixa densidade reabilitação urbana, resiliência na construção.
Em todos estes seis temas (Temas A a F) poderão ser feitas propostas de comunicações ao 4.º CIHEL, que decorrerá na Universidade da Beira Interior (UBI), na Covilhã, com a parte científica a decorrer ao longo dos dias 8 e 9 de março de 2017, apresentando-se, sem seguida, estes temas, de forma livre e resumida, para se proporcionar o seu melhor conhecimento e a eventual e desejada motivação de comunicações ao Congresso. 

(Tema A) ASSENTAMENTOS HUMANOS

Futuros urbanos e novidade da tradição, estratégias sensitivas para o desenvolvimento urbano, as novas agendas do habitat humano entre a formalidade e a informalidade.
Desenvolver ligações entre ambiente, acessibilidades, território, paisagem e uma cidade viva e dinamizadora de um desenvolvimento viável, coerente, integrado e aliado da paisagem natural, tendo em conta as novas realidades e necessidades urbanas, como as megacidades e as grandes zonas urbanas informais; aprofundar as relações entre a introdução urbana de um renovado habitar, a paisagem envolvente e o meio ambiente, à luz das discussões sobre sustentabilidade; considerar o espaço urbanizado como espaço de vida, de cultura, de vitalização territorial, de competitividade e coesão social e territorial; considerar a renovada importância da imagem urbana; aprofundar a análise das carências habitacionais e urbanas e a proposta de soluções para a informalidade e a precariedade em termos habitacionais e de vivência urbana, privilegiando-se os casos de referência aplicados à resolução dessas situações no quadro da lusofonia.
Alguns subtemas possíveis: imagem e vitalidade urbanas; desenvolvimento social e urbano; planeamento estratégico e habitat humano; intervenções habitacionais e de regularização urbana em zonas informais e precárias; intervenções habitacionais de emergência.

(Tema B) MODOS DE HABITAR

As casas do futuro e a sustentabilidade dos padrões de consumo e produção de cidade e de proximidade; as novas necessidades, soluções e tipologias na habitação.
Reconsiderar as bases teóricas da conceção do habitar; diversificar as soluções de habitar e adotar renovadas soluções de projeto integradas e eficazes; ligar o habitat humano aos seus destinatários (em termos funcionais, sociais e económicos), através de intervenções públicas, cooperativas e privadas nas diversas vertentes (urbanística, programática, projectual, participativa, financeira, construtiva), aplicadas a edifícios e espaços de uso público; privilegiar ações de humanização e de boa integração urbana da habitação de interesse social e adequados processos de realojamento em termos de adequada integração social, funcional e física; aprofundar uma investigação tipológica ao serviço das atuais necessidades habitacionais.
Alguns subtemas possíveis: aspetos associados à história, teoria e crítica do habitat humano, e com expressiva aplicação na atualidade; habitação de interesse social e adequação aos habitantes; inovação sustentada nas soluções habitacionais e na adequação a novos grupos sociais/etários carenciados; Integração da Habitação de Interesse Social.



(Tema C) MODELOS DE URBANIZAÇÃO NOS ESPAÇOS DA LUSOFONIA
Entre políticas públicas de habitação, mercado imobiliário e o que pensamos sobre habitação e cidade; opções entre Estado regulador e Estado construtor.
Considerar as políticas públicas, os quadros regulamentares e os programas na área urbana e habitacional e urbana, de escala nacional, regional ou local, visando-se intervenções sustentadas dos instrumentos de ordenamento territorial e urbanístico.
Alguns subtemas possíveis: convergências e divergências entre a gestão e o planeamento das cidades; papéis do Estado, do setor cooperativo e do mercado imobiliário na promoção de habitação; o direito a uma habitação adequada a preços acessíveis; habitat humano e participação popular.



(Tema D) NOVAS TERRITORIALIDADES E ÁREAS DE ALTA E BAIXA DENSIDADE
Processos transformativos da cultura, da paisagem e do ambiente; estratégias territoriais para um desenvolvimento integrado; novas territorialidades, entre litoral e interior; áreas de alta e baixa densidade.
Refletir sobre os novos caminhos da densificação em centros urbanos e periferias desvitalizadas; ponderar as novas territorialidades marcadas pelo litoral ou pelo interior; sistematizar os processos de intervenção em zonas de baixa densidade; considerar diversos quadros de densidade habitacional e de caraterização urbana ou rural e as respetivas tipologias de intervenção mais viáveis; relações mais diretas entre cultura, paisagem, ambiente e desenvolvimento local;
Alguns subtemas possíveis: habitar, território e memória; tirar partido do afastamento metropolitano e da identidade local; estratégias integradas para a vitalização de áreas de baixa densidade; a opção densificação e os seus suportes arquitetónicos – oportunidades e ameaças.

(Tema E) REABILITAÇÃO URBANA

Identidade, património e vitalidade urbana; adequação entre oferta e procura habitacional em diversas zonas da cidade; usos mistos e inovação tipológica em edifícios; reabilitação integrada de espaços de uso público.
Refletir sobre os sensíveis equilíbrios entre valorização da identidade local, defesa e recuperação do respetivo património material e imaterial e incremento da vitalidade urbana; considerar e visar a relação entre habitar e reabilitar, considerando a múltipla importância do construir no construído e do preenchimento e da densificação no incremento de uma ampla sustentabilidade urbana; privilegiar uma reabilitação urbana e habitacional estratégica, vitalizadora, participada e integradora, funcionalmente diversificada e valorizadora do respetivo quadro patrimonial; aprofundar uma reabilitação integrada e participada de espaços de uso público.
Alguns subtemas possíveis: soluções urbanas de valorização do património material e imaterial local e regional; integração da reabilitação urbana e habitacional; relação entre reabilitação e procura habitacional; opções entre reabilitar para o habitante e/ou para o turista; aspetos que influenciam o custo da reabilitação construtiva.

(Tema F) RESILIÊNCIA NA CONSTRUÇÃO

Economia social no setor da construção; novos processos e ferramentas de projeto de arquitetura; objetivos de saúde e conforto na construção; equilíbrio entre durabilidade, custo e qualidade na construção.

Desenvolver caminhos de reflexão sobre o papel da economia social no setor da construção; apresentar as últimas soluções ligadas a uma inovação integradora no projeto de arquitetura, desde a conceção à construção e à visualização; aprofundar as ligações entre tecnologia na construção e as áreas da saúde e do conforto ambiental no habitat humano; considerar a adequação regional da tecnologia construtiva, designadamente, em quadros de escassez e especificidade de recursos; aprofundar os aspetos de qualidade, durabilidade, manutenção e custos na produção habitacional.
Alguns subtemas possíveis: novas soluções de projeto de Arquitetura (ex., BIM); aprofundamento dos relevantes aspetos de saúde e conforto ambiental na construção do habitat humano; novas soluções construtivas e respetivos reflexos socioeconómicos; aspetos a destacar na construção habitacional em situações de escassez e especificidade de recursos; inovação na relação entre projeto, tecnologia e custos na construção.

Inscrições na Semana CIHEL2017 e no 4.º CIHEL

Abertura das inscrições: 15 de outubro de 2016
Apontam-se, como limites estimados para as inscrições no CIHEL 2017 com custos reduzidos (a realizar até 15 de janeiro de 2017) os seguintes valores: 250,00 € (4.º CIHEL na UBI/Covilhã e visita a 10 de março); e 350,00 € (1as Conferências CIHEL no Porto, 4.º CIHEL na UBI/Covilhã e visitas a 7 e 10 de março). Em breve serão disponibilizados os custos específicos para os diversos elementos que integram o programa do CIHEL 2017, as condições especiais de inscrição de participantes (ex.,estudantes) e contatos de hotéis no Porto e na Covilhã.

 O Editor da Infohabitar
Co-diretor do 4.º CIHEL e co-organizador da semana CIHEL2017
António Baptista Coelho

Notas editoriais:
(i) Embora a edição dos artigos editados na Infohabitar seja ponderada, caso a caso, pelo corpo editorial, no sentido de se tentar assegurar uma linha de edição marcada por um significativo nível técnico e científico, as opiniões expressas nos artigos e comentários apenas traduzem o pensamento e as posições individuais dos respectivos autores desses artigos e comentários, sendo portanto da exclusiva responsabilidade dos mesmos autores.
(ii) De acordo com o mesmo sentido, de se tentar assegurar o referido e adequado nível técnico e científico da Infohabitar e tendo em conta a ocorrência de uma quantidade muito significativa de comentários "automatizados" e/ou que nada têm a ver com a tipologia global dos conteúdos temáticos tratados na Infohabitar e pelo GHabitar, a respetiva edição da revista condiciona a edição dos comentários à respetiva moderação, pelos editores; uma moderação que se circunscreve, apenas e exclusivamente, à verificação de que o comentário é pertinente no sentido do teor editorial da revista; naturalmente , podendo ser de teor positivo ou negativo em termos de eventuais críticas, e sendo editado tal e qual foi recebido na edição.


Infohabitar, Ano XII, n.º 587
Temas do 4.º CIHEL
Editor: António Baptista Coelho – abc@ubi.pt, abc@lnec.pt e abc.infohabitar@gmail.com
GHabitar (GH) Associação Portuguesa para a Promoção da Qualidade Habitacional, Mestrado Integrado em Arquitectura da Universidade da Beira Interior - MIAUBI

Edição: José Baptista Coelho - Lisboa, Encarnação - Olivais Norte.

segunda-feira, junho 13, 2016

586 - Lançamento do 4.º CIHEL - do Porto à Covilhã

Infohabitar, Ano XII, n.º 586


Site do 4.º CIHEL – www.4cihel2017.ubi.pt

Lançamento do 4.º CIHEL e da Semana CIHEL2017

Novamente o CIHEL, em Portugal, em março de 2017!

Esta semana inicia-se a divulgação da Semana do Congresso Internacional da Habitação no Espaço Lusófono 2017 – a Semana CIHEL2017 – qu decorrerá de 5 a 10 de março de 2017, globalmente dirigida para o tema geral “A Cidade Habitada” e que integra as 1as Conferências CIHEL, no Porto, de 5 a 6 de março, e o 4.º Congresso Internacional da Habitação no Espaço Lusófono – 4.º CIHEL – na Universidade da Beira Interior (UBI), na Covilhã, de 7 a 10 de março. 
Entre o domingo 5 de março e a sexta-feira 10 de março de 2017, preenchendo a semana a seguir ao Carnaval, logo no início do ano académico em alguns países da lusofonia – como Angola, Brasil e Moçambique – e no início do 2.º Semestre em outros países lusófonos, como Portugal, a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) vai encontrar-se, novamente, no Congresso Internacional da Habitação no Espaço Lusófono (CIHEL), já na sua quarta edição, para discutir, em português, as temáticas do habitat humano, desta vez sobre o tema global: “A CIDADE HABITADA”.
O CIHEL, na sua quarta edição, tem como principais organizadores a Câmara Municipal do Porto (CMP) e a Universidade da Beira Interior (UBI), vai abordar o tema geral “A Cidade Habitada”, e irá decorrer ao longo de toda uma semana – 5 a 10 de março de 2017 –, com diversas iniciativas: as 1.as Conferências CIHEL, no Porto; o 4.º CIHEL, na UBI, Covilhã; e visitas no Porto, Viseu, Fundão e Aldeias Históricas e do Xisto.

4.º CIHEL - datas importantes:

§  15 de junho de 2016: abertura da chamada/call de resumos de Comunicações/papers, a realizar segundo modelo disponível no site do Congresso (idêntico ao usado no 2.º CIHEL).
§  5 de setembro de 2016: fecho da receção de resumos de Comunicações/papers.
§  Até 15 de setembro de 2016: conclusão da notificação de aceitação ou rejeição de resumos de Comunicações/papers.
Nota importante: a partir da receção, pelos autores, das aprovações dos resumos das respetivas comunicações  – que irá acontecer, gradualmente, a partir do final de junho, na sequência da respetiva análise pela Comissão Científica – os autores poderão preparar a submissão da comunicação completa, cuja aceitação só será definitiva, depois de nova análise pela Comissão Científica e depois da respetiva inscrição no 4.º CIHEL de, pelo menos, um dos autores de cada comunicação.
§  15 de setembro a 15 de novembro de 2016: envio das comunicações completas, segundo o modelo disponível no site do Congresso (idêntico ao usado no 2.º CIHEL e que disponibiliza um guia simplificado para apresentação da comunicação).
Nota: os valores das inscrições serão, muito em breve, apontados no site do 4.º CIHEL.
§  15 de dezembro de 2016: data limite para receção das comunicações que tenham sido revistas e inscrição dos autores de comunicações.
§  15 de janeiro de 2017: data limite para inscrições a preço reduzido.

O 4.º CIHEL, à semelhança dos três congressos internacionais que o antecederam – um no ISCTE-IUL, outro no LNEC (ambos em Lisboa) e outro na FAUUSP/FAUMACK/IAUUSP (em São Paulo) – irá proporcionar conferências, visitas, apresentação de comunicações e exposições, num programa rico e extenso de uma semana, e agora entre várias cidades (Porto, Viseu, UBI/Covilhã e Fundão), que está, atualmente, em pormenorização avançada.


Descarregue aqui o template do resumo a apresentar ao 4.º CIHEL

https://drive.google.com/file/d/0B07ghAdgYgJTYncxVS1nZzdTWkE/view?usp=sharing

Apresentação e objetivos do 4.º CIHEL

O 4.º CIHEL irá proporcionar a discussão do tema/título geral “A CIDADE HABITADA”, e será estruturado nas seguintes seis matérias principais: assentamentos humanos, modos de habitar, modelos de urbanização nos espaços da lusofonia, novas territorialidades e áreas de alta e baixa densidade reabilitação urbana, resiliência na construção.

O CIHEL – Congresso Internacional da Habitação no Espaço Lusófono – é um fórum sociotécnico transnacional e falado em português, dirigido para a construção de laços fortes de cooperação técnica e económica na grande área temática do habitat humano, seja pela realização em vários países da CPLP dos próximos congressos, seja pelo desenvolvimento continuado de outras atividades com utilidade científica, cultural e socioeconómica; e nesta perspetiva a Semana CIHEL 2017 inova na promoção das 1.ºas Conferências CIHEL, a realizar no Porto, dedicadas à discussão de uma temática específica por palestrantes convidados e associadas a visitas técnicas.
O CIHEL tem servido como plataforma de discussão e divulgação de muitas das melhores experiências habitacionais, citadinas e territoriais no mundo da lusofonia, ajudando a evitar a repetição, em determinadas realidades nacionais e geográficas, de soluções problemáticas, já aplicadas em outras realidades nacionais e geográficas, onde se fala a mesma língua e onde haverá, no mínimo, uma significativa base cultural comum.
Khaled Ghoubar, dinamizador do CIHEL desde a sua primeira hora e Professor Titular da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo, escreveu sobre o “CIHEL” que «…a discussão da questão habitacional será muito bem vinda, ainda mais quando tratada dentro de um território transnacional … Esse caráter transnacional, unificado pela cultura portuguesa ... é a pedra fundamental na construção de laços mais fortes e duráveis de cooperação técnica e econômica de todos os tipos, não só a habitacional que aqui nos interessa como assunto central. Mas esta centralidade do tema habitacional do CIHEL jamais será exclusiva, pois o projeto habitacional envolve toda a gama de agentes sociais, políticos e econômicos para a sua concepção, execução e consumo…».

Organizadores da Semana CIHEL2017

Presidente da Semana CIHEL2017,  Arquiteto Manuel Correia Fernandes.

Presidente das 1.as Conferências CIHEL, no Porto, Dr. Manuel Pizarro.
Presidente do 4.º CIHEL, na UBI/Covilhã , Arquiteto António Reis Cabrita.
Presidente da Comissão Científica do 4.º CIHEL, na UBI/Covilhã, Arquiteto Carlos Almeida Marques
Coordenador Científico das 1.as Conferências CIHEL, no Porto, Arquiteto Carlos Nuno Lacerda Lopes
Comissão Organizadora da Semana CIHEL2017:
António Baptista Coelho [DECA-UBI, CIARCHE-UBI, CIHEL, GHabitar]
Carlos Almeida Marques [CIHEL, ISCSP, CAPP, CIAUD]
Carlos Nuno Lacerda Lopes [CIAMH-FAUP, CIHEL, GHabitar]
Inês Daniel de Campos [DECA-UBI, CIARCHE-UBI, CIAUD];
José António Ferreira [Domus Social, EM – Câmara Municipal do Porto, CIHEL]
Direção das 1.as Conferências CIHEL, no Porto:
Carlos Nuno Lacerda Lopes [CIAMH-FAUP, CIHEL, GHabitar]
José António Ferreira [Domus Social – Câmara Municipal do Porto, CIHEL]
Maria Manuela de Carvalho Álvares …[Domus Social, EM – Câmara Municipal do Porto, CIHEL]
Direção do 4.º CIHEL, na UBI/Covilhã:
António Baptista Coelho [DECA-UBI, CIARCHE-UBI,, CIHEL, GHabitar]
Inês Daniel de Campos [DECA-UBI, CIARCHE-UBI, CIAUD]
Ana Maria Martins  [DECA-UBI, CIARCHE-UBI, Lab2PT, CIDEHUS]

Nota importante: o CIARCHE-UBI, Centro de Investigação em Arquitetura, Reabilitação, Cidade, Habitat e Edificação, da Universidade da Beira Interior, é um Centro de Investigação ligado ao Mestrado Integrado em Arquitetura da UBI, que está, atualmente, em fase avançada de constituição, pelo que não tem ainda links ativos.
Várias personalidades estão também ligadas à organização da Semana CIHEL2017 e serão, em breve, divulgadas, no âmbito das respetivas: Comissão de Honra, Comissão Científica, Comissão Dinamizadora Internacional, Concurso de Arquitetura para Projetos Académicos sobre Habitação, Conferências e Mesas Redondas.

Semana CIHEL2017: percurso e programa geral - do Porto à UBI na Covilhã

Percurso da Semana CIHEL 2017

O percurso da Semana CIHEL2017 será iniciado, no Porto – cidade cujo Centro Histórico é Património Mundial – passa, depois, pelo Centro Histórico de Viseu (a 130 km e 1h30 de viagem a partir do Porto) – e Viseu é considerada, atualmente, a cidade portuguesa considerada com melhor qualidade de vida –, chega à Universidade da Beira Interior (UBI), na Covilhã (cidade de montanha, no interior de Portugal, junto à Serra da Estrela e a 120 km e 1h20 de viagem a partir de Viseu), onde decorrerá o Congresso, e termina, finalmente, na Beira Interior, nas tradicionais Aldeias Históricas e do Xisto e no Fundão (cidade bem perto da Covilhã); e a volta à cidade poderá fazer-se, até Lisboa, de comboio, ao longo do vale do Tejo, uma linha com grande qualidade paisagística.

O 4.º CIHEL vai proporcionar, para além de uma renovada discussão das diversas temáticas do habitar lusófono, um conjunto de visitas em regiões e cidades com grande interesse cultural, tal como acima se apontou. Será, assim, uma semana para recordar, pois integra a faceta científica do Congresso (4.º CIHEL na UBI), e iniciativas técnicas e científicas de grande divulgação (1 as Conferências CIHEL no Porto), intercaladas por visitas técnicas diversificadas (Porto, Viseu e Aldeias Históricas), proporcionando-se os motivos e o tempo adequados à promoção da convivência e da útil troca de ideias entre congressistas e responsáveis locais e regionais.

Programa geral da Semana CIHEL2017

1as Conferências CIHEL no Porto – 5 de março de 2017 (domingo) receção e visitas técnicas no Porto; 1as Conferências CIHEL no Porto – 6 de março, Conferências e Mesas-redondas no Porto com organização e enquadramento da Câmara Municipal do Porto e de importantes entidades daquela cidade; Receção e Visita em Viseu – 7 de março, deslocação dos congressistas entre Porto e Covilhã com receção e visita no Centro Histórico de Viseu, chegada à Covilhã e abertura da parte científica do 4.º CIHEL; 4.º CIHEL na UBI/Covilhã - 8 de março, parte científica do CIHEL no Departamento de Engenharia Civil e Arquitetura (DECA) da Universidade da Beira Interior (UBI); 4.º CIHEL na UBI/Covilhã – 9 de março, parte científica do CIHEL no Departamento de Engenharia Civil e Arquitetura (DECA) da Universidade da Beira Interior (UBI); Receção e Visita às Aldeias Históricas e do Xisto a partir do Fundão e almoço de confraternização – 10 de março; pós-congresso – programas opcionais (ex., viagem até Lisboa em comboio pela Linha da Beira Baixa, ao longo do vale do rio Tejo; fim-de-semana numa Aldeia Histórica).
No âmbito do 4.º CIHEL na UBI/Covilhã, para além de sessões dedicadas à apresentação das comunicações subordinadas aos seis temas descritos, está previsto no programa técnico do Congresso a realização de Conferências de especialistas e Mesas Redondas, um concurso de ideias/projetos para estudantes de arquitetura e outras atividades complementares, como uma feira do livro de Arquitetura, lançamento de livros e exposições.

Temática das 1.as Conferências CIHEL (CMPorto, Porto): temática a divulgar em breve

Temas do 4.º CIHEL (UBI, Covilhã): seis temas

O 4.º CIHEL irá proporcionar a discussão do tema/título geral “A CIDADE HABITADA”, e será estruturado nas seguintes seis matérias principais: assentamentos humanos, modos de habitar, modelos de urbanização nos espaços da lusofonia, novas territorialidades e áreas de alta e baixa densidade reabilitação urbana, resiliência na construção.
Em todos estes seis temas (Temas A a F) poderão ser feitas propostas de comunicações ao 4.º CIHEL, que decorrerá na Universidade da Beira Interior (UBI), na Covilhã, com a parte científica a decorrer ao longo dos dias 8 e 9 de março de 2017, apresentando-se, sem seguida, estes temas, de forma livre e resumida, para se proporcionar o seu melhor conhecimento e a eventual e desejada motivação de comunicações ao Congresso. 
SÍNTESE TEMÁTICA DO 4.º CIHEL – referida à chamada/call de comunicações em divulgação (temas a desenvolver no artigo da próxima semana, aqui na Infohabitar):

(Tema A) ASSENTAMENTOS HUMANOS - futuros urbanos e novidade da tradição, estratégias sensitivas para o desenvolvimento urbano, as novas agendas do habitat humano entre a formalidade e a informalidade
(Tema B) MODOS DE HABITAR – as casas do futuro e a sustentabilidade dos padrões de consumo e produção de cidade e de proximidade; as novas necessidades, soluções e tipologias na habitação
(Tema C) MODELOS DE URBANIZAÇÃO NOS ESPAÇOS DA LUSOFONIA – entre políticas públicas de habitação, mercado imobiliário e o que pensamos sobre habitação e cidade; opções entre Estado regulador e Estado construtor
(Tema D) NOVAS TERRITORIALIDADES E ÁREAS DE ALTA E BAIXA DENSIDADE – processos transformativos da cultura, da paisagem e do ambiente; estratégias territoriais para um desenvolvimento integrado; novas territorialidades, entre litoral e interior; áreas de alta e baixa densidade
(Tema E) REABILITAÇÃO URBANA – identidade, património e vitalidade urbana; adequação entre oferta e procura habitacional em diversas zonas da cidade; usos mistos e inovação tipológica em edifícios; reabilitação integrada de espaços de uso público
(Tema F) RESILIÊNCIA NA CONSTRUÇÃO – economia social no setor da construção; novos processos e ferramentas de projeto de arquitetura; objetivos de saúde e conforto na construção; equilíbrio entre durabilidade, custo e qualidade na construção

Submissão de Resumos e Comunicações ao 4.º CIHEL

Os interessados em propor comunicações ao 4.º CIHEL, na Covilhã – notar que as 1as Conferências CIHEL, no Porto integram, apenas, conferências convidadas – deverão enviar os respetivos resumos e, mais tarde, as comunicações completas, de acordo com os modelos de resumo e de comunicação a disponibilizar, muito em breve, no site do 4.º CIHEL, de acordo com as instruções também a disponibilizar no mesmo site, prevê-se, que já a partir do próximo dia 15 de junho (próxima quarta-feira).



Livro de Atas do 4.º CIHEL e outras edições

A aceitação das propostas de resumo será da responsabilidade da Comissão Científica. Os trabalhos aceites serão distribuídos em formato completo sob a forma de CD, e em formato reduzido sob a forma de livro de atas impresso. A edição terá identificação ISBN. As comunicações serão sujeitas a revisão e poderão ser recomendadas alterações.

Está a ser prevista a possibilidade de edição, autónoma, de um livro sobre temáticas associáveis ao tema geral da “Cidade Habitada” e que integrará diversos capítulos com autorias específicas, realizados tendo por base algumas das comunicações apresentadas ao 4.º CIHEL.

Inscrições na Semana CIHEL2017 e no 4.º CIHEL

Os custos de inscrição serão pormenorizados, muito em breve e divulgados no site do 4.º CIHEL, considerando-se condições especiais para diversas tipologias de participantes, bem com um leque  diversificado de tipos de inscrição na Semana CIHEL2017 e nas suas várias atividades.


Concurso de Arquitetura para Trabalhos Académicos sobre Habitação

No âmbito da Semana CIHEL2017 e à semelhança do que foi concretizado no 3.º CIHEL em São Paulo, será, em breve, divulgado um Concurso de Arquitetura para Trabalhos Académicos sobre Habitação, cujo Presidente do Júri será o Arquiteto Paulo Tormenta Pinto e dirigido para tTrabalhos de alunos de Escolas de Arquitetura (não incluindo dissertações de mestrado integrado; trabalhos associados à conclusão do 1.º semestre letivo na Europa e realizados ao longo do 2.º semestre letivo, no hemisfério sul).


4.º CIHEL: Organização, Patrocínios e Apoios

O 4.º CIHEL é promovido e organizado pela Universidade da Beira Interior (UBI) em parceria com a Câmara Municipal do Porto, com o apoio institucional de diversas entidades que integram a Comissão de Honra do Congresso e decorrerá no Porto, Viseu, Covilhã, Fundão e Beira Interior (Portugal).
A estrutura organizativa – patente no site do 4.º CIHEL – inclui uma Comissão Científica, uma Comissão Organizadora e uma Comissão Dinamizadora Internacional. Salienta-se, também, o papel de centros de investigação em Arquitetura – o Centro de Investigação em Arquitetura, Reabilitação, Cidade, Habitat e Edificação (CARCHE) da UBI e o Centro de Inovação em Arquitectura e Modos de Habitar (CIAMH) da FAUP – na organização e dinamização do Congresso e da Semana CIHEL2017. Importa, ainda, destacar o apoio, em termos de estruturação, por parte da GHabitar, associação, sem fins lucrativos, que criou o CIHEL, há oito anos, e o apoio em, termos de divulgação e participação, do Secretariado do CIHEL (entidade que vai crescendo ao longo da sequência de realização dos congressos CIHEL).
A iniciativa de promoção do 4.º CIHEL e da respetiva Semana CIHEL 2017 está a recolher apoios de diversas entidades oficiais e privadas, igualmente empenhadas na sua realização, e que serão oportunamente divulgadas no site do 4.º CIHEL e em próximas folhas informativas/newsletters; sendo alta a expetativa da organização, considerando-se os amplos quadros de apoio que caraterizaram os três CIHEL já realizados e patentes nos respetivos sites, que continuam ativos, e que se registam em seguida:
1.º CIHEL – 2010, ISCTE/Lisboa – Portugal
2.º CIHEL – 2013, LNEC/Lisboa – Portugal
3.º CIHEL – 2015, USP, UPMackenzie e IAU/São Paulo _ Brasil

Semana CIHEL2017: novos artigos
Os diversos aspetos de pormenor da Semana CIHEL2017, designadamente, sugestões de subtemas a desenvolver nas comunicações, programas preliminares dos eventos já programados – 1.ºas Conferências CIHEL no Porto, 4.º CIHEL na UBI/Covilhã, Visitas técnicas no Porto, Viseu e Fundão/Aldeias Históricas e do Xisto –, entidades apoiantes e parceiras, outras atividades complementares, aspetos práticos da organização e dossiers de imagens das cidades/aldeias da nossa Semana CIHEL2017 – de 5 a 10 de março de 2017, entre Porto, Viseu, Covilhã e Fundão/Aldeias Históricas e do Xisto – serão, sequencialmente, apresentados nas próximas semanas em artigos da Infohabitar e, naturalmente, divulgados no site do 4.º CIHEL, em fase de conclusão.



O Editor da Infohabitar
Co-organizador da semana CIHEL2017
António Baptista Coelho

Notas editoriais:
(i) Embora a edição dos artigos editados na Infohabitar seja ponderada, caso a caso, pelo corpo editorial, no sentido de se tentar assegurar uma linha de edição marcada por um significativo nível técnico e científico, as opiniões expressas nos artigos e comentários apenas traduzem o pensamento e as posições individuais dos respectivos autores desses artigos e comentários, sendo portanto da exclusiva responsabilidade dos mesmos autores.
(ii) De acordo com o mesmo sentido, de se tentar assegurar o referido e adequado nível técnico e científico da Infohabitar e tendo em conta a ocorrência de uma quantidade muito significativa de comentários "automatizados" e/ou que nada têm a ver com a tipologia global dos conteúdos temáticos tratados na Infohabitar e pelo GHabitar, a respetiva edição da revista condiciona a edição dos comentários à respetiva moderação, pelos editores; uma moderação que se circunscreve, apenas e exclusivamente, à verificação de que o comentário é pertinente no sentido do teor editorial da revista; naturalmente , podendo ser de teor positivo ou negativo em termos de eventuais críticas, e sendo editado tal e qual foi recebido na edição.

Infohabitar, Ano XII, n.º 586
Lançamento do 4.º CIHEL - do Porto à UBI - Covilhã
Editor: António Baptista Coelho – abc@ubi.pt, abc@lnec.pt e abc.infohabitar@gmail.com
GHabitar (GH) Associação Portuguesa para a Promoção da Qualidade Habitacional, Mestrado Integrado em Arquitectura da Universidade da Beira Interior - MIAUBI
Edição: José Baptista Coelho - Lisboa, Encarnação - Olivais Norte.


domingo, junho 05, 2016

585 - Trabalhar em casa, escritório doméstico, home office (I) - Infohabitar n.º 585

Infohabitar, Ano XII, n.º 585

Trabalhar em casa, escritório doméstico, home office (I) - Infohabitar n.º 585

António Baptista Coelho
Artigo CII da Série habitar e viver melhor

Atualidade:

(4.º CIHEL, lançado aqui na Infohabitar, na próxima semana)
4.º Congresso Internacional da Habitação no Espaço Lusófono, desta vez associado a uma série de atividades, e a diversas cidades, decorrerá novamente em Portugal, entre 5 e 10 de março de 2017; na próxima semana, aqui na Infohabitar, terá início o lançamento do 4.º CIHEL.



Neste artigo da “Série habitar e viver melhor”, abordamos a atual realidade, em tantas habitações e ainda tantas vezes pouco ou nada considerada, do trabalho em casa – numa perspetiva de trabalho muito associado a um posto de trabalho “em mesa” e atualmente muito informatizado; portanto o que podemos designar por escritório doméstico – em inglês home office (matéria que já proporcionou teses de arquitetura).
E dá vontade de dizer, desde já, que sendo embora uma realidade atualmente presente em grande número de famílias e habitações não encontrou ainda força programática específica – afinal, o programa funcionalista da “máquina de habitar” acaba por ser frequentemente muito rígido e pouco favorável às necessárias atualizações; ou será esta uma situação que carateriza uma parte significativa e menos sensível/atualizada da oferta habitacional?

Escritórios e espaços de trabalho profissional em casa

Esta temática do trabalho profissional ou não-doméstico em casa – habitual e globalmente designado por home-office – poderia inaugurar um outro grande capítulo desta série editorial, o que não se pretende, pensando-se no tema numa perspectiva suplementar às actividades mais directamente ligadas à habitação.

Os espaços para trabalho profissional ou não-doméstico em casa devem ser razoavelmente separados dos restantes espaços da casa e estarem próximos do vestíbulo de entrada, tanto porque podem apoiar actividades que exigem algum sossego e isolamento (escrita, estudo e leitura) ou porque podem ser pouco compatíveis com a habitação (produzem ruídos e lixos), ou porque essas actividades podem incluir a recepção de estranhos à família.

Considera-se ainda que uma opção por uma habitação que integra um pequeno espaço de home-office pode inverte-se em situações em que a actividade profissional assume uma importância determinante, e que se ligam a interessantes formas específicas de habitar e de viver. Lembra-se, por exemplo, o habitar e trabalhar de algumas pessoas idosas e com deficiências físicas ou sensoriais, mas ainda profissionalmente activas, e que transformam a sua habitação num espaço quase unificado em que vivem, descansam, convivem e trabalham, conjugando um máximo de actividades num único grande espaço multifuncional – uma situação que muito ganhará com a possibilidade de se desenvolver um amplo espaço vivencial, muito agradável, funcional e que seja usável com autonomia relativamente a outras zonas domésticas.

E, naturalmente, haverá, sempre, o exemplo, “clássico”, do profissional que integra o seu espaço de trabalho na sua habitação e que, nesse sentido, tentará, na medida do possível separar, ao máximo, as duas funções, para que qualquer delas possa ser desempenhada com a máxima autonomia e eficácia – e neste caso é clara a necessidade de uma acessibilidade o mais possível autónoma relativamente aos espaços comuns ou públicos e de um apoio o mais possível autónomo em termos de serviços sanitários.

De qualquer forma não parece ser fácil a integração de espaços profissionais em habitações rigidamente hierarquizadas em zonas chamadas “funcionais”, de estar e de quartos, assim como não parece ser fácil a integração de espaços profissionais em habitações cujas dimensões estão directamente associadas a um reduzido leque de ocupações habitacionais próximas de áreas e dimensões consideradas mínimas. Podemos mesmo sublinhar a grande dificuldade de integração de um home-office numa pequena habitação em que se entra directa ou quase directamente para uma pequena sala-comum e desta sala se passa para uma rígida zona de quartos – e sublinha-se o potencial de adaptabilidade e de apropriação e liberdade doméstica que se perde com tais opções.


Fig. 01: o espaço de trabalho profissional doméstico exige condições específicas, seja integrado com outras funções domésticas (como é o caso na imagem), seja com condições de localização, espaciais e de certa autonomia particularizadas; e não tenhamos dúvidas de que muitas dessas condições dependem de um bom projeto de arquitetura, que as propicie, mesmo em condições de espaciosidade mínimas, como acontece na imagem   – habitação integrada no conjunto urbano "Bo01 City of Tomorrow", desenvolvido no âmbito da exposição que teve lugar em Malmö em 2001 (ver nota final) - Arquitetura: Tina Wik.

Escritório doméstico, home office - associações interessantes

A associação mais corrente é assegurada entre zonas de trabalho e zonas de entrada na habitação, uma solução que proporciona o funcionamento praticamente independente da referida zona de trabalho, um funcionamento que se caracteriza por total autonomia caso esta zona tenha uma casa de banho privativa ou muito próxima.

As associações mais interessantes são feitas entre as zonas de trabalho e as zonas de estar, seja numa perspectiva de forte associação em continuidade espacial, seja numa associação que permita o funcionamento dos espaços de estar e de trabalho independentemente ou de forma unificada.

Escritório doméstico, home office - hábitos interessantes


As zonas para trabalho não doméstico e para recreio podem ser muito variadas, apontando-se as seguintes:
·        Salas, saletas e quartos de trabalho e/ou de lazer e recreio.
·        Varandas e anexos (variados tipos de trabalhos manuais e oficinais).
·        Quintal ou pátio privado (especialmente para horticultura e floricultura).
·        Quartos de trabalho e escritórios, que são quartos específicos e relativamente especializados, ou, pelo menos, autonomizados nos seus acessos.
·        Sítios para trabalhar
·        Sítios para ler, para ouvir música, para ver televisão
·        Associação de conjuntos de pequenos espaços ou sítios, como os que acabaram de ser referidos, em "suites", compostas por diversos desses espaços, além das zonas de dormir/repousar  e dos apoios em casas de banho; uma solução muito ligada a casais e pessoas isoladas que queiram conciliar a convivência familiar com a manutenção e o desenvolvimento dos seus "universos pessoais" – uma possibilidade associada aos mais diversos grupos etários, embora com evidente aplicação no caso da habitação de pessoas idosas e de jovens adultos. No limite esta solução poderá dispor de acesso independente e mesmo de alguns apoios mínimos para preparação de refeições, numa solução que dá à habitação um enorme potencial de adaptabilidade e versatilidade. Naturalmente que esta solução deve ser adequadamente tratada em termos de privacidade visual e acústica relativamente ao resto da habitação, bem como da sua máxima autonomização em termos de acesso ao exterior da habitação.


Escritório doméstico, home office - aspectos motivadores

As zonas de trabalho são marcadas, idealmente, por uma forte apropriação seja em termos de ocupação por mobiliário, seja em termos de elementos funcionais.


Escritório doméstico, home office - problemas correntes

Os principais problemas referem-se, frequentemente, a intrusões mútuas, em termos de ruído e de privacidade, entre as zonas de estar e as zonas de trabalho em casa.
E esta é matéria que exige muito trabalho de investigação teórico-prático e urgente.


Escritório doméstico, home office - questões levantadas (dimensionais e outras)

As questões levantadas com mais frequência terão a ver, como se referiu, com aspectos de isolamento ou separação relativamente aos ruídos domésticos e de privacidade relativamente às actividades que se desenrolam em casa. No entanto é fundamental a existência de condições adequadas ao desenrolar das várias actividades com destaque para os outros aspectos de conforto ambiental, e designadamente com aspectos de iluminação natural, ventilação e temperatura.

Os aspectos dimensionais parecem não levantar problemas críticos, acontecendo, frequentemente, que os espaços para trabalho profissional ou não-doméstico em casa decorrem em pequenos compartimentos, recantos e partes de compartimentos espacialmente exíguas. (1)


Notas:


(1) Alexander refere que um recanto para trabalho deve ter um mínimo de 6m2 de área e ser encerrado por paredes e janelas ao longo de 50% a 75% do seu perímetro; a posição ideal para trabalho deve permitir vistas para fora do recanto, frontais ou laterais – Christopher Alexander; Sara Ishikawa; Murray Silverstein; et al, "A Pattern Language/Un Lenguaje de Patrones", pp. 744 a 747.

·         Nota importante sobre as imagens que ilustram o artigo:
As imagens que acompanham este artigo e que irão, também, acompanhar outros artigos desta mesma série editorial foram recolhidas pelo autor do artigo na visita que realizou à exposição habitacional "Bo01 City of Tomorrow", que teve lugar em Malmö em 2001.
Aproveita-se para lembrar o grande interesse desta exposição e para registar que a Bo01 foi organizada pelo “organismo de exposições habitacionais sueco” (Svensk Bostadsmässa), que integra o Conselho Nacional de Planeamento e Construção Habitacional (SABO), a Associação Sueca das Companhias Municipais de Habitação, a Associação Sueca das Autoridades Locais e quinze municípios suecos; salienta-se ainda que a Bo01 teve apoio financeiro da Comissão Europeia, designadamente, no que se refere ao desenvolvimento de soluções urbanas sustentáveis no campo da eficácia energética, bem como apoios técnicos por parte do da Administração Nacional Sueca da Energia e do Instituto de Ciência e Tecnologia de Lund.
A Bo01 foi o primeiro desenvolvimento/fase do novo bairro de  Malmö, designado como Västra Hamnen (O Porto Oeste) uma das principais áreas urbanas de desenvolvimento da cidade no futuro.
Mais se refere que, sempre que seja possível, as imagens recolhidas pelo autor do artigo na Bo01 serão referidas aos respetivos projetistas dos edifícios visitados; no entanto, o elevado número de imagens de interiores domésticos então recolhidas dificulta a identificação dos respetivos projetistas de Arquitetura, não havendo informação adequada sobre os respetivos designers de equipamento (mobiliário) e eventuais projetistas de arquitetura de interiores; situação pela qual se apresentam as devidas desculpas aos respetivos projetistas e designers, tendo-se em conta, quer as frequentes ausências de referências - que serão, infelizmente, regra em relação aos referidos designers -, quer os eventuais lapsos ou ausência de referências aos respetivos projetistas de arquitetura.
·        Notas editoriais:
(i) Embora a edição dos artigos editados na Infohabitar seja ponderada, caso a caso, pelo corpo editorial, no sentido de se tentar assegurar uma linha de edição marcada por um significativo nível técnico e científico, as opiniões expressas nos artigos e comentários apenas traduzem o pensamento e as posições individuais dos respectivos autores desses artigos e comentários, sendo portanto da exclusiva responsabilidade dos mesmos autores.
(ii) De acordo com o mesmo sentido, de se tentar assegurar o referido e adequado nível técnico e científico da Infohabitar e tendo em conta a ocorrência de uma quantidade muito significativa de comentários "automatizados" e/ou que nada têm a ver com a tipologia global dos conteúdos temáticos tratados na Infohabitar e pelo GHabitar, a respetiva edição da revista condiciona a edição dos comentários à respetiva moderação, pelos editores; uma moderação que se circunscreve, apenas e exclusivamente, à verificação de que o comentário é pertinente no sentido do teor editorial da revista; naturalmente , podendo ser de teor positivo ou negativo em termos de eventuais críticas, e sendo editado tal e qual foi recebido na edição.

Infohabitar, Ano XII, n.º 585
Artigo CII da Série habitar e viver melhor

Trabalhar em casa, escritório doméstico, home office (I) - Infohabitar n.º 585

Editor: António Baptista Coelho – abc@ubi.pt, abc@lnec.pt e abc.infohabitar@gmail.com
GHabitar (GH) Associação Portuguesa para a Promoção da Qualidade Habitacional, Mestrado Integrado em Arquitectura da Universidade da Beira Interior - MIAUBI
Edição: José Baptista Coelho - Lisboa, Encarnação - Olivais Norte.