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domingo, março 20, 2016

574 - Inovar no exterior privado – Infohabitar n.º 574

Inovar no exterior privado – Infohabitar n.º 574

António Baptista Coelho
Artigo XCI da Série habitar e viver melhor

Novidades e tendências nos espaços exteriores privados

Já falámos nesta série editorial e designadamente nos últimos artigos, de muitos aspectos associados a esta matéria dos novos caminhos no desenvolvimento de espaços exteriores privativos.

Importa, no entanto, fazer aqui mais algumas notas específicas para alguns aspectos que estão actualmente na primeira linha da atenção pública e por isso iremos comentar, brevemente, alguns aspectos ligados com a pormenorização da densificação urbana, associados à intensificação da naturalização do espaço urbano e ligados à integração doméstica de marquises/estufas – matérias abordadas no livro do LNEC, de minha autoria, intitulado “Do bairro e da vizinhança à habitação”.

Segundo Claude Lamure, o pátio faz aumentar a densidade e a intimidade do habitat unifamiliar proporcionando uma utilização múltipla (desde trabalhos ligados ao serviço doméstico, até horticultura e jardinagem limitadas e funções de estar e recreio); segundo o autor, as respectivas áreas mínimas variam entre 30 e 40m², devendo crescer sensivelmente nas habitações com maior número de quartos, caso contrário, defende o autor, produzem-se conflitos entre recreio de crianças e outras actividades (1).

Fig. 01:  pátio privado de habitação unifamiliar e/ou de habitação integrada em piso térreo de edifício multifamiliar  - exterior de habitações do conjunto urbano "Bo01 City of Tomorrow", desenvolvido no âmbito da exposição que teve lugar em Malmö em 2001 (ver nota final) - Arquitetura: Henrik Haremst.~

Exterior privado construindo exterior público aliciante

O estar exterior exige, simultaneamente, insolação, abrigo dos ventos dominantes e uma ponderada e graduável intimidade (ponderada, porque, por exemplo, os idosos apreciam vistas de actividades).

A graduação da intimidade pode realizar-se, simplesmente, pela opção entre diferentes tipos e alturas de vedações, desde que com imagens públicas prévia e adequadamente coordenadas em termos de imagem urbana; diferentes tipos de sebes e de vedações podem proporcionar essas condições, para além de estimularem o convívio natural entre vizinhos ocupados na sua manutenção. Um outro processo simples de se conseguir essa diferenciação é a existência de uma marcada diferença de nível entre o espaço público e os terraços ou pátios privados contíguos.

Naturalmente que um projecto urbano e habitacional densificado, designadamente, através da introdução de pátios privados, exige um extremo cuidado de pormenorização, sendo possíveis estimulantes misturas tipológicas uni e multifamiliares, assim como a conjugação entre diversas tipologias habitacionais nos mesmos edifícios; não será um projecto ao alcance de quem conceba/desenhe menos bem, mas são soluções extremamente aliciantes pela aliança que nos oferecem entre privacidade e apropriação de cada “mundo” privado – onde por exemplo se entre através de um pequeno pátio murado e privativo – e potenciais agregações densificadas e orgânicas ou racionalizadas de elevados números de habitações, num acentuar de um “mundo” público também muito estimulante e, potencialmente, muito diversificado.

Quanto ao potencial de intensa naturalização do espaço urbano, por introdução de multifacetados elementos de verde urbano, numa estratégia de fixação de carbono, amenização climática, redução de poluição, apoio à apropriação dos diversos espaços e suavização do ambiente citadino, numa sintética referência às múltiplas vantagens do verde urbano, essa intensa naturalização encontra nos espaços exteriores privativos e comuns os seus locais de eleição, desde as estreitas jardinetas frontais, aos profundos quintais traseiros, às floreiras nas fachadas e às filas de vasos e floreiras em varandas e terraços; e isto para não falar nas coberturas “verdes”.

Tal como apontei, há alguns anos, no livro do LNEC “Do bairro e da vizinhança à habitação”, são muito variadas as formas que podem assumir as plantas nos edifícios (ex., floreiras mais ou menos salientes, pequenos jardins de cobertura, trepadeiras, vasos evidenciados, caramanchões, pérgulas protegendo zonas exteriores, etc.), e, naturalmente, os respectivos conteúdos de expressão, que contribuem para as imagens gerais dos edifícios onde se integram, são, pelo menos tão variados e sempre muito ricos, porque relativamente livres (uma planta nunca é igual a outra, quanto muito é idêntica).

De certo esta matéria corresponde a uma composição de arquitetura urbana com duas variáveis básicas: tipo de dispositivo de suporte da vegetação; e características formais e vegetativas das plantas usadas. Um interessante exemplo desta variedade de soluções é proporcionado pelas "floreiras interiores" ("internal closed window boxes") (2), que parecem ser capazes de produzir uma belíssima conjugação de planos contíguos, marcando a profundidade dos vãos.

Fig. 02: um projecto urbano e habitacional densificado, designadamente, através da introdução de pátios privados, exige um extremo cuidado de pormenorização, sendo possíveis estimulantes misturas tipológicas uni e multifamiliares - exterior de habitações do conjunto urbano "Bo01 City of Tomorrow", desenvolvido no âmbito da exposição que teve lugar em Malmö em 2001 (ver nota final) - Arquitetura: Greger Dahlström.


O interesse da natureza no meio urbano

É também muito interessante verificar o importante efeito bilateral que podem ter, facilmente, as floreiras que rematam espaços exteriores privados e elevados: pelo lado privado, e ao nível das respectivas habitações, aumentam a segurança da varanda, "loggia" ou terraço e diminuem ou anulam possíveis efeitos de vertigem, para além de terem uma imagem envolvente que simula a contiguidade com um jardim (nas vistas a partir do interior do fogo); pelo lado público, fazem descer a vegetação sobre a rua, humanizando-a, em escala e em conteúdo residencial.

E tal como refere Cliff Tandy (3) "as plantas de interior (e as situadas no limiar exterior/interior) têm as seguintes funções: relacionar espaços interiores; ligar espaços interiores e exteriores; proporcionar privacidade, filtros e barreiras visuais; demarcar fronteiras; e complementar ou contrastar, formal, textural e cromaticamente materiais, superfícies e objectos contíguos ou próximos."

Há, portanto, um enorme leque de soluções de integração do verde nos edifícios habitacionais e suas envolventes. Não é “obrigatório” uma tal integração, mas não é possível fingir-se que não existem tais possibilidades e que uma tal integração tem inúmeras vantagens, tal como acima se salientou.

Fig. 03: o interesse, privado e público, da natureza no meio urbano, uma matéria que tem muito a desenvolver  - exterior de habitações do conjunto urbano "Bo01 City of Tomorrow", desenvolvido no âmbito da exposição que teve lugar em Malmö em 2001 (ver nota final) - Arquitetura: Kai Wartiainem, Ingrid Reppen.

Marquises envidraçadas

Considerando, agora, o espaço “interior” doméstico, e segundo Luc Bourdeau (4), a existência de uma marquise envidraçada profunda, concebida de raiz como estufa/solário, é um elemento que contribui para a poupança energética no aquecimento da habitação, durante o tempo frio, e além disto está provado que fomenta a criação de plantas em casa e, cumulativamente, proporciona a prática de diversas actividades (como por exemplo, tomar refeições, repousar, realizar passatempos, trabalhar), num espaço exterior/interior, e portanto, em agradável contacto com o exterior ambiental, paisagístico e urbano; e salienta-se, ainda, que uma parte significativa destas actividades continuam a ser praticadas também, na estufa/solário, durante o Inverno, garantindo-se, assim, uma continuidade de relacionamentos com o exterior.

Para o bom funcionamento das estufas/solários ao longo de todo o ano, considerando a sua contribuição para uma boa temperatura interior, é necessário que nelas existam vãos exteriores e dispositivos de sombreamento reguláveis, e que sejam mantidos vãos envidraçados e controláveis entre elas e os compartimentos contíguos; o que permitirá aos habitantes a escolha, diária, entre o aproveitamento do calor acumulado na estufa, ou o seu bloqueio nesse espaço, seguido de simples operações de ventilação que o rejeitem para o exterior. Comenta-se, ainda, que esta opção de falar das marquises ou estufas como espaços exteriores privativos é, naturalmente, discutível, pois elas são, exactamente, espaços de limiar e de transição entre exterior e interior.

E conclui-se, nesta série editorial, esta matéria dos espaços exteriores privados, referindo que quem nunca teve o privilégio de habitar um jardim privado, ainda que pequeno, mas bem orientado e dimensionado, ou uma ampla varanda bem desenhada, dimensionada e orientada – recebendo o sol matinal e fresca ao final da tarde -, não sabe realmente as vantagens em termos de ambiente e de vivência que tais espaços do habitar nos proporcionam; uma matéria a desenvolver, sem dúvida!

Notas
(1) Claude Lamure, "Adaptation du Logement à la Vie Familiale", p. 210.
(2) Cliff Tandy (Ed.), "Handbook of Urban Landscape", p. 256.
(3) Cliff Tandy (Ed.), "Handbook of Urban Landscape", p. 252.
(4) Luc Bourdeau, "Satisfaction and Behavior of the Occupants of Buildings with Sunspaces, Influence on the Energy Savings", p. 107.

Nota importante sobre as imagens que ilustram o artigo:
As imagens que acompanham este artigo e que irão, também, acompanhar outros artigos desta mesma série editorial foram recolhidas pelo autor do artigo na visita que realizou à exposição habitacional "Bo01 City of Tomorrow", que teve lugar em Malmö em 2001.
Aproveita-se para lembrar o grande interesse desta exposição e para registar que a Bo01 foi organizada pelo “organismo de exposições habitacionais sueco” (Svensk Bostadsmässa), que integra o Conselho Nacional de Planeamento e Construção Habitacional (SABO), a Associação Sueca das Companhias Municipais de Habitação, a Associação Sueca das Autoridades Locais e quinze municípios suecos; salienta-se ainda que a Bo01 teve apoio financeiro da Comissão Europeia, designadamente, no que se refere ao desenvolvimento de soluções urbanas sustentáveis no campo da eficácia energética, bem como apoios técnicos por parte do da Administração Nacional Sueca da Energia e do Instituto de Ciência e Tecnologia de Lund.
A Bo01 foi o primeiro desenvolvimento/fase do novo bairro de  Malmö, designado como Västra Hamnen (O Porto Oeste) uma das principais áreas urbanas de desenvolvimento da cidade no futuro.
Mais se refere que, sempre que seja possível, as imagens recolhidas pelo autor do artigo na Bo01 serão referidas aos respetivos projetistas dos edifícios visitados; no entanto, o elevado número de imagens de interiores domésticos então recolhidas dificulta a identificação dos respetivos projetistas de Arquitetura, não havendo informação adequada sobre os respetivos designers de equipamento (mobiliário) e eventuais projetistas de arquitetura de interiores; situação pela qual se apresentam as devidas desculpas aos respetivos projetistas e designers, tendo-se em conta, quer as frequentes ausências de referências - que serão, infelizmente, regra em relação aos referidos designers -, quer os eventuais lapsos ou ausência de referências aos respetivos projetistas de arquitetura.
·        Notas editoriais:
(i) Embora a edição dos artigos editados na Infohabitar seja ponderada, caso a caso, pelo corpo editorial, no sentido de se tentar assegurar uma linha de edição marcada por um significativo nível técnico e científico, as opiniões expressas nos artigos e comentários apenas traduzem o pensamento e as posições individuais dos respectivos autores desses artigos e comentários, sendo portanto da exclusiva responsabilidade dos mesmos autores.
(ii) De acordo com o mesmo sentido, de se tentar assegurar o referido e adequado nível técnico e científico da Infohabitar e tendo em conta a ocorrência de uma quantidade muito significativa de comentários "automatizados" e/ou que nada têm a ver com a tipologia global dos conteúdos temáticos tratados na Infohabitar e pelo GHabitar, a respetiva edição da revista condiciona a edição dos comentários à respetiva moderação, pelos editores; uma moderação que se circunscreve, apenas e exclusivamente, à verificação de que o comentário é pertinente no sentido do teor editorial da revista; naturalmente , podendo ser de teor positivo ou negativo em termos de eventuais críticas, e sendo editado tal e qual foi recebido na edição.

Infohabitar, Ano XII, n.º 574
Artigo XCI da Série habitar e viver melhor

Inovar no exterior privado – Infohabitar n.º 574


Editor: António Baptista Coelho – abc@ubi.pt, abc@lnec.pt e abc.infohabitar@gmail.com
GHabitar (GH) Associação Portuguesa para a Promoção da Qualidade Habitacional
Edição: José Baptista Coelho - Lisboa, Encarnação - Olivais Norte.



sábado, março 05, 2016

572 - Motivar o uso dos espaços exteriores privados – Infohabitar n.º 572


Infohabitar n.º 572 - Ano XII

Motivar o uso dos espaços exteriores privados – Infohabitar n.º 572

Artigo LXXXIX da Série habitar e viver melhor
António Baptista Coelho

Hábitos interessantes no exterior privado

Alexander refere (1) que o jardim, o terraço e o pátio domésticos foram, ao longo da história, espaços realmente habitados, privados e aprazíveis, ainda que pequenos eram verdadeiros “compartimentos” da casa, embora sem tecto construído, constituindo verdadeiras salas de estar e saletas ao ar livre. Uma virtualidade doméstica que estava, naturalmente, associada aos grupos sociais mais favorecidos – lembremos Roma e a disparidade das condições domésticas entre quem vivia em Villas ou em Insula - , mas que hoje em dia pode ser “reciclada” para um uso muito mais universal e vulgarizado, até porque espaços sem janelas e quase sem instalações são espaços baratos de construir.

Naturalmente que para se conseguirem bons resultados na criação de verdadeiro espaços domésticos de estar, de convívio e de refeições no exterior privativo há, como já se apontou atrás, que os orientar e proteger bem relativamente às condições de insolação e de ventos dominantes, e que os pormenorizar e caracterizar como suficientemente encerrados ou com configurações fortemente afirmadas, nomeadamente, nos cantos, e com amplas zonas cobertas ou bem protegidas por toldos e pérgulas; e estes ambientes deverão ser expressivamente recatados em relação ao exterior público e claramente revelados e exibidos no interior doméstico, nomeadamente, através de janelas panorâmicas, que propiciem uma estratégica e sempre estimulante fusão de amplos espaços interiores e exteriores.



Fig. 01:  pequenos pátios privados no terraço de multifamiliares, mas com todo o caráter de exteriores "térreos" - exterior de habitações do conjunto urbano "Bo01 City of Tomorrow", desenvolvido no âmbito da exposição que teve lugar em Malmö em 2001 (ver nota final) - Arquitetura: Ralph Erskine.
 .

Motivar o uso do exterior privado

Como características desejáveis nos espaços para permanência no exterior privado, além de terem uma adequada insolação e estarem protegidos do vento e proporcionarem vistas exteriores agradáveis e úteis, salienta-se a respectiva capacidade para aceitarem conjuntos de mobiliário de exterior e equipamentos para lazer e tempos livres, capazes de motivarem o estar no exterior de pessoas, isoladamente ou em grupo.

Como condições mínimas, por exemplo, uma varanda deve disponibilizar espaço para um pequeno grupo de pessoas sentadas em torno de uma mesa ou para duas cadeiras de repouso lado a lado, enquanto um quintal privado deve proporcionar uma zona pavimentada para se realizarem pequenas festas e convívios domésticos.

Segundo Alexander, os espaços exteriores elevados mais usados são aqueles com dimensões mínimas de cerca de 1.80m (outro patamar ainda mais reduzido é definido pela dimensão mínima de 1.20m), total ou parcialmente reentrantes nos volumes edificados, ou "amparados" em saliências desses mesmos volumes, porque são sentidos como mais privados (relativamente a vizinhos), abrigados e seguros. (2)

Utilizando elementos de um estudo que realizei para o LNEC em 2000 (ITA 2, “Do bairro e da vizinhança à habitação”), e em termos de conforto ambiental no exterior é essencial que os espaços exteriores privativos estejam resguardados dos ventos e tenham agradável exposição ao Sol, essencialmente, de manhã e ao fim da tarde.

Por exemplo, o uso das "loggias", sendo mais satisfatório do que o uso de varandas com idênticas configurações, é também mais sensível à escolha das melhores orientações, relativamente ao Sol, aos ventos dominantes, à proximidade dos ângulos dos edifícios e à altura ao solo (o vento aumenta próximo desses ângulos e com a referida altura) e aos ruídos exteriores; e sobre esta temática Lamure é da opinião que não se podendo desenvolver "loggias" com excelentes condições de conforto ambiental mais vale atribuir esses espaços ao interior dos respectivos fogos (3), o que parece ser uma excelente opção e uma opção que faz evidenciar a questão do encerramento anárquico de marquises.

Fig. 02: exemplo do que pode ser a grande diversidade de espaços exteriores privados   - exterior de habitações do conjunto urbano "Bo01 City of Tomorrow", desenvolvido no âmbito da exposição que teve lugar em Malmö em 2001 (ver nota final) - Arquitetura: Greger Dahlström.

Opções no exterior privado

Nesta matéria julga-se importante destacar três opções de actuação: uma primeira que passa pela previsão inicial de um encerramento de determinados espaços por marquises; uma segunda opção que passa pela oferta de espaços abertos mas cujo encerramento seja opcional, embora esteja perfeitamente clarificado em termos das suas soluções e imagens pormenorizadas; e uma terceira opção referida à tolerância zero relativamente a qualquer encerramento por marquises que não esteja convenientemente previsto e que, portanto, resultará sempre na grave deterioração da imagem do respectivo edifício.

Um aspecto fundamental em tudo isto e que pode mesmo anular toda a potencialidade de uso do exterior privativo, caso não seja adequadamente considerado, refere-se à necessidade de serem disponibilizadas perfeitas condições de segurança nesses espaços para o recreio de crianças; condições estas ligadas, essencialmente, à anulação ou redução dos riscos de queda das crianças para o exterior do respectivo espaço e de intrusão facilitada a partir do exterior.



Fig. 03:  exemplo de uma marquise que alia uma excelente vista paisagística a uma excelente imagem urbana da sua própria aparência (uma solução de verdadeira transparência no encerramento de uma varanda) - exterior de habitações do conjunto urbano "Bo01 City of Tomorrow", desenvolvido no âmbito da exposição que teve lugar em Malmö em 2001 (ver nota final) - Arquitetura: Johan Nyrén.

Vistas nos exteriores privados

Uma outra matéria determinante no uso dos espaços exteriores privativos refere-se às vistas que eles devem propiciar, que devem ser interessantes sobre a rua e a paisagem envolvente, e à inexistência de quebras de intimidade doméstica, seja do exterior sobre estes espaços, seja a partir destes espaços sobre idênticos espaços privativos contíguos ou da vizinhança em grande proximidade. E nesta matéria o comentário que há que fazer é da ausência de sentido que tem qualquer varanda, ou outro espaço exterior privativo, cujo uso prejudique a intimidade e o conforto de outros espaços privados contíguos ou próximos.

Notas
(1)  Christopher Alexander; Sara Ishikawa; Murray Silverstein; et al, "A Pattern Language/Un Lenguaje de Patrones", pp. 672 e 673.
(2) Christopher Alexander; Sara Ishikawa; Murray Silverstein; et al, "A Pattern Language/Un Lenguaje de Patrones", pp. 687 e 688.
(3) Claude Lamure, "Adaptation du Logement à la Vie Familiale", p. 210.

·         Nota importante sobre as imagens que ilustram o artigo:
As imagens que acompanham este artigo e que irão, também, acompanhar outros artigos desta mesma série editorial foram recolhidas pelo autor do artigo na visita que realizou à exposição habitacional "Bo01 City of Tomorrow", que teve lugar em Malmö em 2001.
Aproveita-se para lembrar o grande interesse desta exposição e para registar que a Bo01 foi organizada pelo “organismo de exposições habitacionais sueco” (Svensk Bostadsmässa), que integra o Conselho Nacional de Planeamento e Construção Habitacional (SABO), a Associação Sueca das Companhias Municipais de Habitação, a Associação Sueca das Autoridades Locais e quinze municípios suecos; salienta-se ainda que a Bo01 teve apoio financeiro da Comissão Europeia, designadamente, no que se refere ao desenvolvimento de soluções urbanas sustentáveis no campo da eficácia energética, bem como apoios técnicos por parte do da Administração Nacional Sueca da Energia e do Instituto de Ciência e Tecnologia de Lund.
A Bo01 foi o primeiro desenvolvimento/fase do novo bairro de  Malmö, designado como Västra Hamnen (O Porto Oeste) uma das principais áreas urbanas de desenvolvimento da cidade no futuro.
Mais se refere que, sempre que seja possível, as imagens recolhidas pelo autor do artigo na Bo01 serão referidas aos respetivos projetistas dos edifícios visitados; no entanto, o elevado número de imagens de interiores domésticos então recolhidas dificulta a identificação dos respetivos projetistas de Arquitetura, não havendo informação adequada sobre os respetivos designers de equipamento (mobiliário) e eventuais projetistas de arquitetura de interiores; situação pela qual se apresentam as devidas desculpas aos respetivos projetistas e designers, tendo-se em conta, quer as frequentes ausências de referências - que serão, infelizmente, regra em relação aos referidos designers -, quer os eventuais lapsos ou ausência de referências aos respetivos projetistas de arquitetura.
·        Notas editoriais:
(i) Embora a edição dos artigos editados na Infohabitar seja ponderada, caso a caso, pelo corpo editorial, no sentido de se tentar assegurar uma linha de edição marcada por um significativo nível técnico e científico, as opiniões expressas nos artigos e comentários apenas traduzem o pensamento e as posições individuais dos respectivos autores desses artigos e comentários, sendo portanto da exclusiva responsabilidade dos mesmos autores.
(ii) De acordo com o mesmo sentido, de se tentar assegurar o referido e adequado nível técnico e científico da Infohabitar e tendo em conta a ocorrência de uma quantidade muito significativa de comentários "automatizados" e/ou que nada têm a ver com a tipologia global dos conteúdos temáticos tratados na Infohabitar e pelo GHabitar, a respetiva edição da revista condiciona a edição dos comentários à respetiva moderação, pelos editores; uma moderação que se circunscreve, apenas e exclusivamente, à verificação de que o comentário é pertinente no sentido do teor editorial da revista; naturalmente , podendo ser de teor positivo ou negativo em termos de eventuais críticas, e sendo editado tal e qual foi recebido na edição.

Infohabitar, Ano XII, n.º 572
Artigo LXXXIX da Série habitar e viver melhor

Motivar o uso dos espaços exteriores privados – Infohabitar n.º 572


Editor: António Baptista Coelho –abc@lnec.pt e abc.infohabitar@gmail.com
GHabitar (GH) Associação Portuguesa para a Promoção da Qualidade Habitacional
Edição: José Baptista Coelho - Lisboa, Encarnação - Olivais Norte.

domingo, fevereiro 14, 2016

569 - Importância dos pequenos espaços exteriores privados – Infohabitar 569

Importância dos pequenos espaços exteriores privados – Infohabitar 569

António Baptista Coelho
Artigo LXXXVII da Série habitar e viver melhor


Na Série editorial intitulada "habitar e viver melhor" estamos agora a abordar, com algum detalhe, os espaços que constituem os nossos “pequenos” mundos domésticos e privativos, refletindo sobre as diversas facetas que os qualificam; e passamos, então agora, a uma reflexão sobre a importância e a enorme e desejável variedade de caraterização dos pequenos espaços exteriores privados – matéria que nos irá acompanhar ao longo de quatro ou cinco edições da nossa Infohabitar.

A outra dimensão doméstica exterior, que é possível termos nas nossas varandas, pátios e pequenos jardins

Fig. 01: a paisagem urbana de pormenor ganha tanto ao nível público, como ao nível privado com sequências densas e com boa imagem pública de pequenos quintais privadosexterior de habitações do conjunto urbano "Bo01 City of Tomorrow", desenvolvido no âmbito da exposição que teve lugar em Malmö em 2001 (ver nota final) - Arquitetura:  Karmebäck e Krüger    

           Importância e protagonismo do exterior privado

           O título deste artigo não faz justiça à ideia que se tem sobre a importância potencial dos espaços exteriores privados, salientando-se que se considera que estes espaços podem ter uma importância estruturadora da própria organização da habitação, essencialmente no caso das habitações isoladas, mas igualmente em conjuntos habitacionais coesos e mesmo em edifícios multifamiliares em altura; e em qualquer destes casos obtém-se um excepcional ganho em termos de caracterização da solução habitacional, embebendo-se esta solução com um sentido “diferente” ou com uma outra dimensão que pode influenciar, seja usos específicos exteriores (lazer exterior em condições muito agradáveis e estimulantes, floricultura, etc.) e a possibilidade de se desenvolverem exteriormente actividades habitualmente interiores (leitura, convívio, refeições, trabalho profissional, banhos, etc.), seja uma muito mais intensa relação com o exterior e com a natureza com evidentes ganhos para o conforto ambiental (luz e ventilação naturais) e para a apropriação e caracterização da habitação (grandes floreiras e pequenos pátios ajardinados).

           A ideia que aqui se aponta é que o exterior privado possa ser, inteiramente, espaço útil e mesmo espaço habitável, servindo, por exemplo, seja para circulações correntes, seja para zonas de estadia e de diversas actividades domésticas, como será, por exemplo, o caso do estar, do lazer e da recepção. Naturalmente que esta possibilidade será mais efectiva em soluções de edifícios unifamiliares (moradias), mas considera-se que pode ser extensível a variadas soluções multifamiliares, considerando-se as limitações associadas a diversas zonas climáticas e tendo-se em conta, como bases de fundamentação directas, as soluções encontradas na habitação popular (exemplo, pátios e alpendres) e na própria história do habitar.

           Exterior privado e geração de tipologias habitacionais renovadas

           E é possível criar e recriar novas formas de exteriores em edifícios multifamiliares, fundindo atraente e funcionalmente, espaços públicos, semi-públicos, comuns e privados, numa perspectiva volumetricamente diversificada, que transforma as habituais soluções sem forma e sem "história" em divertidos espaços que articulam a rua com uma habitação que acaba por ser uma "casa" integrada numa estrutura ou cenário espacial, verdadeiramente, em três dimensões.

           Nestas matérias o que aqui também se salienta é a ausência de sentido que tem o esquecimento a que se têm votado tantas soluções de relação entre espaços domésticos interiores e exteriores e específicas de transição entre interior e exterior, em favor de uma estruturação doméstica que tende a considerar, por um lado, o exterior doméstico como uma dimensão claramente suplementar e “descartável”, a não ser, quando em soluções consideradas “luxuosas”, esse exterior ou esse espaço de transição entre interior e exterior é aplicado como sendo uma qualidade de “luxo”, e isto quando em tantas soluções de habitação popular esses espaços são, por vezes, dos mais usados na habitação, e isto considerando, naturalmente, as limitações regionais e climáticas, que serão sempre estruturantes, designadamente, nos aspectos de adequada protecção destes espaços relativamente a ventos dominantes e de adequada orientação solar e cuidadoso sombreamento destes mesmos espaços.

           O que aqui mereceria a pena ser feito, neste ponto da reflexão, era apontar soluções que concretizem este tipo de preocupações e averiguar o custo das mesmas, pois não podemos esquecer que a existência de uma dimensão de espaço exterior privado é, sempre, um fundamental aspecto qualitativo em qualquer solução habitacional; e há um grande leque de soluções de espaços exteriores privados, verdadeiramente efectivos e, portanto, bem distintos daquelas soluções de varandas mal dimensionadas, mas pormenorizadas, sombrias e desabrigadas, que para pouco ou nada servem. E é importante imaginarmos, por exemplo, soluções de habitar fortemente estruturadas por espaços exteriores privados, desenvolvidos, provavelmente, na continuidade de atraentes espaços exteriores comuns, ou públicos.


Fig. 02: o exterior privado pode e deve existir sob variadas formas, como neste espaço em terraço de um edifício multifamiliar, mas há que o tratar como espaço exterior privado - exterior de habitação do conjunto urbano "Bo01 City of Tomorrow", desenvolvido no âmbito da exposição que teve lugar em Malmö em 2001 (ver nota final) - Arquitetura: Bengt Hidemark.     

Ganhar outra dimensão exterior para o habitar privado

           Basicamente do que aqui tratamos é da possibilidade de ganhar uma outra dimensão exterior para o habitar privado, que pode ser naturalizada (ligada à natureza através de floreiras e pequenos pátios e jardins) e razoavelmente aberta às vistas envolventes ou, agradavelmente, intimista e polarizadora da própria identidade protectora da habitação (em balcões e pátios cuidadosamente “fechados” e climaticamente agradáveis) nos quais se pode estender a vida na habitação; e em qualquer dos casos há o ganhar uma “nova/velha” verdadeira dimensão exterior, mas para um tal êxito há que saber manejar a concepção do habitar harmonizando e enriquecendo mutuamente espaços privados interiores e exteriores

E importa apontar aqui que esta reflexão e este estudo leva ao aprofundamento da investigação sobre diversos tipos de edifícios com conteúdo habitacional – que pode não ser exclusivo.

Com recurso a Nuno Portas aponta-se o leque dos diversos espaços exteriores privados: (1)
·         Varanda ou balcão, espaço predominantemente saliente do plano de fachada; o balcão é uma "varanda de peitoril" (provavelmente com guarda opaca).
·         "Loggia", espaço predominantemente reentrante no volume do edifício (espécie de varanda ou balcão total ou parcialmente reentrante).
·         Marquise, varanda ou "loggia" em grande parte envidraçada – é discutível esta inclusão no domínio dos espaços exteriores privados, nomeadamente, quando são projectadas de raiz, e quando não o são, não deveriam ser permitidas pois desfiguram os respectivos edifícios.
·         Terraço ou grande varanda habitualmente situada na parte superior do edifício ou aproveitando, em diversos níveis, o seu escalonamento topográfico.
·         Pátio central (aberto no interior do fogo).
·         Quintal e/ou jardim, frontal, de traseiras ou lateral.

Usos do exterior privado

           Se nos limitarmos às mais simples formas de exterior privado, como serão caso das varandas e terraços, alguns autores, como Claude Lamure (2), M. Imbert (3) e Dreyfuss e Tribel (4), salientam as principais actividades que são aí realizadas, sublinhando-se as consideradas mais importantes (indicadas numa ordem de importância decrescente):

·         criar plantas e flores;
·         repousar, descontrair e estar ao sol ou ao fresco (nas tardes e noites estivais);
·         vigiar as crianças no exterior;
·         secar roupa;
·         proporcionar que as crianças brinquem;
·         permitir que os bébés tomem ar;
·         tomar certas refeições.
A relação com a natureza e o lazer assumem, como se vê, uma clara importância no uso do exterior privado, mas alguns autores destacam, também, a importância deste tipo de espaço como elementos de enquadramento visual do exterior e de protecção climática da restante habitação.



Fig. 03: um pequeno quintal/pátio privado pode e deve ser um pequeno mundo em termos de imagens e de potenciais apropriações - exterior de habitação do conjunto urbano "Bo01 City of Tomorrow", desenvolvido no âmbito da exposição que teve lugar em Malmö em 2001 (ver nota final) - Arquitetura: Jan Christer Ahlbäck.

Vantagens do exterior privado

           Nesta perspectiva de utilidade dos espaços exteriores privativos como elementos de apoio ao interior doméstico e de sua relação com o exterior Rob Krier aponta algumas finalidades específicas para bay windows, espaços estes cruciais na relação afirmada entre interior e exterior: (5)

·         São alargamentos dos espaços interiores, proporcionando um sentimento de estar no exterior, mas ainda dentro da influência directa do interior doméstico.
·         Permitem vistas melhoradas do ambiente envolvente e podem mesmo “transportá-lo” para o interior enriquecendo-o e caracterizando-o – e nesta matéria há que considerar especificamente a interessante capacidade de naturalização do interior doméstico, podendo quase trazer-se o jardim para dentro de casa.
·         Enriquecem o espaço interior contíguo, porque dividem-no em subespaços diferenciados, considerando o seu relacionamento mais forte ou menos forte com vãos e espaços exteriores mais, ou menos, fechados e mais, ou menos, amplos.
·         Podem criar verdadeiras “zonas tampão” controláveis em termos de conforto ambiental, e, naturalmente, com boas influências no maior conforto doméstico e na poupança energética.
A bay window é no interior, e no transporte que faz, para o interior, do ambiente exterior, o que é o caramanchão e o telheiro isolado no exterior, neste caso como transporte do interior para uma envolvente exterior.

Os espaços exteriores privativos têm, assim funções específicas e estimulantes (por exemplo criar plantas), proporcionam a extensão de actividades domésticas interiores (como por exemplo o estar e o convívio), e enriquecem e protegem o interior doméstico através de vistas bem enquadradas e de protecções e sombreamentos estratégicos. De certa forma os espaços exteriores privativos criam uma dimensão doméstica suplementar, uma espécie de cintura de protecção e de relação da habitação com a sua envolvente natural e urbana, que é de grande interesse para a plena satisfação de quem habita uma casa com esses atributos.

Mais casa para além das janelas

De certa forma havendo varandas, ainda que pequenas, há mais casa para além das janelas, uma perspectiva que até é também pressentida nos vãos de janela fundos, preenchidos por soleiras e peitoris largos, e que se podem ocupar com vasos de plantas e até pequenos móveis, criando-se espaços de transição com características de iluminação e de vistas específicas – estas sequências de vãos domésticos fundos e úteis e de varandas contíguas criam verdadeiros espaços tão de limiar como de transição, tornando o outro interior mais “interior” e protegido e qualificando o exterior em camadas sequenciais e gradualmente mais públicas, e, portanto, tornando-o muito mais apetecível do que um exterior “cortado à faca”, logo ali, ao rés de uma pobre janela de peito, mal desenhada e aberta numa parede fina. 

Falou-se do exterior privado com elemento fundamental no arquitectar do próprio espaço doméstico interior, mas, naturalmente, o exterior privado tem também uma razão de ser própria, pois, afinal, muitos de nós gostariam de ter uma ampla varanda/terraço ou um jardim ou pátio privados, vontade esta que ficou bem expressa num inquérito habitacional do LNEC (6), no qual:

·         mais de 80% dos inquiridos acharam ser necessário um jardim ou pátio privados;
·         10% aceitaram a varanda como substituto;
·         apenas 7% consideraram o jardim público próximo de casa como um possível substituto do exterior privativo;
·         e apenas uma percentagem mínima dos inquiridos não acharam necessário o jardim ou pátio privados, ou consideraram-no substituível por uma habitação maior – um aspecto que é extremamente interessante.
·         Notas
(1)     Baseado no Estudo de Nuno Portas, "Funções e Exigências de Áreas da Habitação", p. 71.
(2) Claude Lamure, "Adaptation du Logement à la Vie Familiale", p. 209.
(3) M. Imbert, "Mission d'Études de la Ville Nouvelle du Vaudreil", p. 18.
(4) D. Dreyfuss; J. Tribel, "La Cellule-Logement", p. 29.
(5) Rob Krier, "Elements of Architecture", pp. 64 e 65.
(6) Maria da Luz Valente Pereira; Maria Amélia Correa Gago, "Inquérito à Habitação Urbana", p.

·          Nota importante sobre as imagens que ilustram o artigo:
As imagens que acompanham este artigo e que irão, também, acompanhar outros artigos desta mesma série editorial foram recolhidas pelo autor do artigo na visita que realizou à exposição habitacional "Bo01 City of Tomorrow", que teve lugar em Malmö em 2001.
Aproveita-se para lembrar o grande interesse desta exposição e para registar que a Bo01 foi organizada pelo “organismo de exposições habitacionais sueco” (Svensk Bostadsmässa), que integra o Conselho Nacional de Planeamento e Construção Habitacional (SABO), a Associação Sueca das Companhias Municipais de Habitação, a Associação Sueca das Autoridades Locais e quinze municípios suecos; salienta-se ainda que a Bo01 teve apoio financeiro da Comissão Europeia, designadamente, no que se refere ao desenvolvimento de soluções urbanas sustentáveis no campo da eficácia energética, bem como apoios técnicos por parte do da Administração Nacional Sueca da Energia e do Instituto de Ciência e Tecnologia de Lund.
A Bo01 foi o primeiro desenvolvimento/fase do novo bairro de  Malmö, designado como Västra Hamnen (O Porto Oeste) uma das principais áreas urbanas de desenvolvimento da cidade no futuro.
Mais se refere que, sempre que seja possível, as imagens recolhidas pelo autor do artigo na Bo01 serão referidas aos respetivos projetistas dos edifícios visitados; no entanto, o elevado número de imagens de interiores domésticos então recolhidas dificulta a identificação dos respetivos projetistas de Arquitetura, não havendo informação adequada sobre os respetivos designers de equipamento (mobiliário) e eventuais projetistas de arquitetura de interiores; situação pela qual se apresentam as devidas desculpas aos respetivos projetistas e designers, tendo-se em conta, quer as frequentes ausências de referências - que serão, infelizmente, regra em relação aos referidos designers -, quer os eventuais lapsos ou ausência de referências aos respetivos projetistas de arquitetura.
·        Notas editoriais:
(i) Embora a edição dos artigos editados na Infohabitar seja ponderada, caso a caso, pelo corpo editorial, no sentido de se tentar assegurar uma linha de edição marcada por um significativo nível técnico e científico, as opiniões expressas nos artigos e comentários apenas traduzem o pensamento e as posições individuais dos respectivos autores desses artigos e comentários, sendo portanto da exclusiva responsabilidade dos mesmos autores.
(ii) De acordo com o mesmo sentido, de se tentar assegurar o referido e adequado nível técnico e científico da Infohabitar e tendo em conta a ocorrência de uma quantidade muito significativa de comentários "automatizados" e/ou que nada têm a ver com a tipologia global dos conteúdos temáticos tratados na Infohabitar e pelo GHabitar, a respetiva edição da revista condiciona a edição dos comentários à respetiva moderação, pelos editores; uma moderação que se circunscreve, apenas e exclusivamente, à verificação de que o comentário é pertinente no sentido do teor editorial da revista; naturalmente , podendo ser de teor positivo ou negativo em termos de eventuais críticas, e sendo editado tal e qual foi recebido na edição.

Infohabitar, Ano XII, n.º 569
Artigo LXXXVII da Série habitar e viver melhor

Importância dos pequenos espaços exteriores privados - Infohabitar n.º 569


Editor: António Baptista Coelho – abc@lnec.pt e abc.infohabitar@gmail.com
GHabitar (GH) Associação Portuguesa para a Promoção da Qualidade Habitacional
Edição: José Baptista Coelho - Lisboa, Encarnação - Olivais Norte.